O que é o PIX Agendado Recorrente e como funciona a nova modalidade

Nova funcionalidade, que permite que qualquer pessoa agende pagamentos de forma recorrente, passou a valer nesta segunda-feira (28) e deve ser oferecida por todas as instituições financeiras. Passou a valer nesta semana o PIX Agendado Recorrente, nova modalidade do PIX permite que qualquer pessoa agende pagamentos de mesmo valor de forma recorrente, para cair na conta do recebedor sempre no mesmo dia de cada mês. Funciona, por exemplo, para quem paga aluguel diretamente para outra pessoa física e quer automatizar os pagamentos mensais. O pagamento para outros profissionais autônomos, que recebam como pessoa física ou por meio de CNPJ, também pode ser cadastrado no agendamento recorrente do PIX, como terapeuta, diarista, personal trainer e professor de música, por exemplo. Além da recorrência no pagamento para serviços, a modalidade também permite o agendamento para outras situações, como mesadas para os filhos. O PIX Agendado já era permitido pelo Banco Central do Brasil (BC), mas de forma facultativa — ou seja, os bancos não eram obrigados a oferecer o serviço. Agora, é um serviço obrigatório para todas as instituições financeiras, seguindo as regras definidas pelo BC. Como funciona o PIX Agendado Recorrente No PIX Agendado Recorrente, cabe ao próprio usuário pagador fornecer as informações de pagamento na hora de cadastrar a recorrência. Assim, é importante ter atenção: A checagem de todos esses dados antes de concluir o cadastramento do PIX Agendado Recorrente diminui as chances de erro e outros problemas com os pagamentos. Essa modalidade funciona de forma um pouco diferente do que será o PIX Automático — previsto pelo BC para 16 de junho de 2025. O PIX Automático também será usado em cobranças recorrentes, mas apenas com pagamentos vinculados à CNPJs para serviços como contas de água e luz, mensalidades escolares, condomínios e parcelamento de empréstimos, por exemplo — como hoje já acontece no débito automático. Diferentemente do PIX Agendado Recorrente, no PIX Automático é a própria empresa quem fornecerá os dados para a cobrança recorrente e caberá ao cliente autorizar os pagamentos, por meio de celular ou computador.

Black Friday: 5 estratégias de trade marketing para potencializar as vendas

Especialista aponta como ações de trade marketing bem-planejadas fazem a diferença para marcas e varejistas na Black Friday. A Black Friday é o momento mais esperado do ano para varejistas e marcas que buscam se destacar e captar o interesse dos consumidores em um mercado altamente competitivo. Para garantir vendas expressivas, mais do que apenas oferecer descontos, é necessário adotar estratégias de trade marketing que ampliem o impacto da marca e envolvam os consumidores.  Leonardo Oliani, CEO da Trade Suite, empresa braço da Astéria Tecnologia, especializada em desenvolver softwares e soluções digitais para trade marketing, compartilha cinco estratégias para maximizar os resultados no período. 1. Atraia com ativações no ponto de venda Segundo Oliani, durante a Black Friday, o aumento do fluxo de consumidores torna essencial destacar a marca visualmente no ponto de venda. Ações como displays interativos e totens digitais, junto com campanhas de realidade aumentada, atraem a atenção e incentivam a compra. “Essas ativações capturam o interesse do consumidor, proporcionando uma experiência mais rica e aumentando as chances de conversão”, explica Oliani. 2. Personalize promoções com base em dados de consumo A personalização é uma vantagem competitiva poderosa. Oliani ressalta que, ao analisar o comportamento dos consumidores, é possível criar ofertas mais alinhadas aos interesses de cada perfil de cliente. “Com as soluções digitais da Trade Suite, as empresas conseguem direcionar promoções personalizadas para consumidores específicos, aumentando a eficácia das ofertas e melhorando a satisfação do cliente. Esse alinhamento evita também as compras por impulso, promovendo uma experiência mais consciente e positiva para o consumidor, que encontra ofertas realmente relevantes e ajustadas às suas necessidades. Assim, as empresas não só aumentam a assertividade das promoções, mas também contribuem para uma relação mais saudável entre o cliente e a marca, incentivando decisões de compra mais ponderadas e que geram valor a longo prazo”, destaca. 3. Invista em integração omnicanal Estar presente em todos os canais onde o consumidor está é essencial. Oliani explica que uma estratégia de trade marketing para a Black Friday deve integrar as ações físicas com o digital, como redes sociais e e-mails, onde links diretos para produtos específicos facilitam a conversão. “Essa integração traz uma experiência de compra mais fluida e conveniente, que pode ser decisiva no processo de compra”, completa. 4. Capacite a equipe de vendas A equipe de vendas tem um papel fundamental na experiência do consumidor. Segundo Oliani, uma equipe bem treinada e preparada para o alto volume de vendas da Black Friday é capaz de engajar os clientes e proporcionar um atendimento eficiente e personalizado. “Investir em treinamento é uma das estratégias mais vantajosas, pois ajuda a equipe a lidar com a pressão do período e ainda promove a fidelização”, comenta o especialista. 5. Mensure e analise os resultados para ajustes e melhoria contínua Para Oliani, a mensuração dos resultados é essencial para entender o impacto das ações de trade marketing e identificar pontos de melhoria. Com as ferramentas da Trade Suite, as empresas conseguem obter insights sobre os produtos mais vendidos, os comportamentos de compra dos consumidores e a eficácia das promoções. “Esses dados são fundamentais para ajustar estratégias e garantir que as ações futuras sejam ainda mais eficazes”, afirma o CEO. Essas cinco estratégias de trade marketing podem ser o diferencial necessário para destacar a marca durante a Black Friday, maximizando as vendas e conquistando a fidelidade dos consumidores. Leonardo Oliani conclui: “Empresas que apostam em planejamento, personalização e monitoramento conseguem aproveitar ao máximo o potencial de vendas do período e construir um relacionamento duradouro com seus clientes”. Sobre a Astéria Astéria Tech é uma empresa de tecnologia com mais de 19 anos de experiência no desenvolvimento de soluções digitais personalizadas para médias e grandes empresas. Por meio de sua unidade de negócios TradeSuite (https://tradesuite.com.br/), apoia as áreas de trade marketing de indústrias e varejos com soluções robustas para a gestão de programas de relacionamento B2B, controle de verbas comerciais, campanhas de incentivo e ações promocionais. Com foco em inovação e resultados, a Astéria oferece ferramentas integradas que otimizam a eficiência e a performance de seus clientes, garantindo automação, segurança e flexibilidade na gestão de operações complexas. Saiba mais em: https://www.asteria.com.br.

Betfair registra mais de R$ 2 bi em apostas na eleição americana

Donald Trump liderou as probabilidades durante a maior parte da corrida presidencial Enquanto os Estados Unidos se preparavam para conhecer o vencedor da eleição presidencial nesta terça-feira, 5, a Betfair, uma das maiores casas de apostas do mundo, ultrapassou a marca dos R$ 2 bilhões em apostas relacionadas à disputa. O valor representa a soma das apostas feitas nos diversos mercados relacionados ao pleito, em todos os países em que a Betfair opera. Apenas nas 24 horas de votação, mais de R$500 milhões de reais foram apostados globalmente. No Brasil, a contribuição desse volume foi de cerca de R$500 mil reais, com 70% das apostas brasileiras desta terça-feira feitas em Donald Trump. Durante praticamente toda a corrida presidencial, as odds da Betfair, no dia da eleição, indicavam Donald Trump como o grande favorito, com as cotações de 1.6 (60% de chance) – Kamala Harris, por sua vez, tinha odds de 2.5 (40% de chance). No entanto, já no fim do dia, as odds dadas pelos apostadores já registravam o favoritismo do ex-presidente: por volta das 23:00 desta terça o candidato chegou a odds de 1.3, cerca de 75% de chances.  Desde 2020, esta é a vigésima-terceira eleição global que a Betfair prevê o resultado das urnas corretamente, chegando a 92% de precisão nas previsões por meio de políticas. Sobre a Betfair Uma das maiores provedoras de apostas esportivas online do mundo, a Betfair é patrocinadora oficial da equipe do Cruzeiro e do Vasco da Gama. A empresa, fundada em Londres (ING) no ano de 2000, foi pioneira na oferta de apostas peer-to-peer (Betfair Exchange) e gerencia um conjunto completo de apostas esportivas, eventos de entretenimento e produtos de jogos on-line para mais de quatro milhões de clientes maiores de 18 anos em todo o mundo. Graças à sua tecnologia de ponta, a plataforma oferece um amplo catálogo de produtos que permite apostar com suas próprias cotas e cotas oferecidas por outros usuários. A Betfair está licenciada para operar apostas online e outros jogos em 19 países, incluindo Espanha, Itália, Malta e Grã-Bretanha. Jogue com responsabilidade.

Liderança: Como integrar diferentes gerações no ambiente corporativo

Liderança: Como integrar diferentes gerações no ambiente corporativo Para um trabalho integrado no qual todos se sintam pertencentes à empresa, é essencial criar conexões com diferentes gerações; entenda Os conflitos de ideias e culturas entre gerações sempre existiu e esse fato pode integrar ou fazer com que uma geração não seja compreendida pela outra. No ambiente corporativo, essas situações também existem. O relatório “Tendências de Gestão de Pessoas”, do Ecossistema Great People & GPTW, mostra que 51,6% do mercado de trabalho afirma ter dificuldade para lidar com as diferentes gerações e suas expectativas no mundo corporativo. Quando as equipes não estão conseguindo atingir as metas, ou entregas de projetos estipuladas pelo líder, ou quando há um aumento no turnover no time, são sinais de que os times não estão “conectados” e talvez haja a necessidade de um profissional capaz de criar conexões com diferentes gerações. Para um trabalho mais integrado e que todos participem e se sintam pertencentes à empresa, é essencial que os líderes sejam capazes de criar conexões com diferentes gerações, seja dos Baby boomers, Geração X, Millennials, Geração Y ou com a Geração Z. Segundo Guilherme Spironelli, sócio da EXEC, há situações em que a habilidade de criar conexões com diferentes faixas etárias pode ser crucial, como a implementação de um novo sistema para empresas. “Nesse caso, é normal que sejam envolvidos no projeto profissionais especialistas em suas funções – normalmente aqueles com mais tempo de casa e eventualmente idade avançada – e jovens que possuem maior orientação sobre a tecnologia. Desta forma, cria uma equipe mista, que complementa habilidades”, explica Spironelli. Ele complementa que o mesmo ocorre nas squads que trabalham na criação de novos produtos e, muitas vezes, combinam profissionais de diferentes faixas etárias para um objetivo em comum. Os profissionais conectores são aqueles que possuem uma combinação de habilidades interpessoais, emocionais e comunicativas e que conseguem se desenvolver muito bem com todas as gerações. “Esses profissionais têm a capacidade de ouvir atentamente diferentes pontos de vista, promover diálogos construtivos e integrar diferentes perspectivas em prol de um projeto ou qualquer objetivo comum Desta maneira, são como pontes que unem diferentes grupos e pessoas, conseguindo transitar entre profissionais seniores e juniores, adaptando a comunicação ao perfil de cada interlocutor”, explica. O profissional chamado conector é fundamental para garantir a conexão, produtividade e a inovação dentro da empresa, pontos fundamentais que mantém a retenção de talentos e a diversidade. Segundo Guilherme, o ambiente de trabalho une diferentes faixas etárias, que possuem visões, hábitos, valores e experiências distintas. Saber conectar o melhor de cada uma delas irá criar um time respeitoso, colaborativo e crítico.  Dicas para se comunicar com diferentes gerações Guilherme elenca algumas dicas importantes para os líderes manterem bom relacionamento com diferentes gerações ao mesmo tempo e manterem suas equipes motivadas. 1. Comunicação clara e adaptativa: A comunicação deve ser respeitosa e clara, alinhada à cultura e valores da companhia. É importante ser claro e objetivo na comunicação, se adaptar a linguagem de quem está ouvindo, possuir domínio no assunto que será comunicado e estabelecer canais de diálogo abertos permitindo que todos se expressem. Além disso, o profissional deve ter firmeza para se posicionar, mas sempre com muito respeito com os outros profissionais. “Também é essencial o profissional ter influência para exercer o convencimento com equipe sem desmotivá-los”, explica Spironelli. Ao entender as necessidades e anseios de cada geração, o líder conseguirá comunicar aos colaboradores o que é esperado de cada um deles, o que devem aperfeiçoar e quais pontos podem melhorar, auxiliando no desenvolvimento dos mesmos ao criar um ambiente seguro. 2. Escuta ativa: Não só falar, mas também ouvir. Estes profissionais ouvem com atenção, buscando entender o ponto de vista de cada colaborador e captam opiniões e sentimentos, promovendo um diálogo mais participativo. 3. Empatia: É de extrema importância tentar compreender as emoções, cultura e bagagem do outro, e entender os pontos de vista. A empatia traz um ambiente de respeito mútuo, no qual as diferenças não são descartadas, mas acolhidas como parte do processo colaborativo. 4. Inteligência emocional: É essencial conhecer a si próprio e gerenciar suas próprias emoções e lidar com as emoções dos outros de maneira eficaz. “É preciso manter a calma em situações de conflito e ter a capacidade de desescalar tensões, promovendo harmonia no ambiente de trabalho”, destaca Spironelli. 5. Visão integradora: Para esse profissional capaz de se conectar com diferentes gerações, Guilherme explica que é preciso ouvir e enxergar diferentes pontos de vista, que podem se complementar. Ao unir diversas perspectivas é possível criar soluções inovadoras e gerar resultados coletivos mais construtivos. Ainda, tal visão deve trazer maleabilidade para conseguir fazer com que todas as gerações consigam “ceder” e se respeitar. “Empresas que sabem se comunicar com diferentes gerações tendem a criar ambientes inclusivos e respeitosos, gerando maior colaboração entre funcionários e como são percebidos os valores da empresa. Além disso, aumenta o engajamento e satisfação do colaborador, cresce a sinergia entre áreas e negócios e melhora a experiência do cliente”, finaliza Spironelli.

Como reduzir os riscos para sua empresa e crescer no cenário atual

Como reduzir os riscos para sua empresa e crescer no cenário atual Focar no essencial não só protege contra perdas, como também permitem crescimento e lucratividade de forma sustentável. Em comparação ao século passado, hoje, as empresas têm acesso a uma gama muito maior de oportunidades, serviços e metodologias. No entanto, essa diversidade pode levar algumas organizações a fazerem investimentos errados, resultando em perdas e até mesmo no fechamento do negócio. Segundo o Mapa das Empresas do governo federal, em 2023, quatro empresas fecharam no Brasil a cada minuto, somando mais de 2 milhões de negócios extintos. Por outro lado, empresas que galgam os caminhos de destaque no mercado tendem a se concentrar no que é essencial. Em vez de dispersar recursos em várias frentes, organizações têm fortalecido suas atividades principais e atendido de forma precisa às necessidades de seus clientes. Essa abordagem tem se mostrado eficaz para empresas de todos os tamanhos, que, embora diferentes em porte e recursos, enfrentam desafios semelhantes em um mercado cada vez mais competitivo. Fábio Oliveira, CEO da Sales Clube, observa que o sucesso dessa estratégia está diretamente ligado à clareza de foco. “Para uma empresa prosperar, seja de pequeno ou grande porte, especialmente em períodos desafiadores, é crucial ter uma estratégia clara e direcionada. O que realmente importa é identificar as atividades que trazem maior valor e concentrar os esforços nelas”, afirma. Quando uma estratégia não produz os resultados esperados, a resposta é simplificar. Muitas empresas, após tentativas frustradas de expansão, optam por retornar ao básico, concentrando-se no que sabem fazer melhor. Isso inclui revisar dados, reduzir o escopo de projetos e reforçar as atividades principais. “A estratégia eficaz é aquela que sabe quando simplificar e focar no essencial. Se algo não está funcionando, é fundamental fazer ajustes rapidamente e retornar ao que a empresa faz de melhor”, conclui Oliveira. Empresas que adotam estratégias bem direcionadas estão melhor posicionadas para enfrentar os desafios do mercado atual. Essa abordagem não só protege contra riscos desnecessários, mas também permite que as empresas cresçam de forma sustentável, com base sólida e bem executada.

Setor de pesca movimenta mercado de iscas no interior de SP

Uma criação diferente, mas, que tem movimento o mercado com o público apaixonado por pesca esportiva. Criador de iscas vivas se destaca na região noroeste do estado de São Paulo. Uma criação um pouco diferente, mas com um público específico. O senhor Walter Roberto Schinelo, antigo proprietário de um pesque-pague em Mirassol (SP), transformou o local para a produção de iscas vivas, como minhocas e lambaris. Em sua propriedade, o senhor Walter mantém quatro galpões dedicados para a criação de minhoca “Gigante Africana”, espécie que pode alcançar até 40 centímetros de comprimento. Além disso, ele conta com locais para o criação de lambaris, que também servem como isca para a pesca esportiva. Uma transformação que começou há mais de 16 anos, quando o produtor observou um potencial rentável de negócio. “Eu tinha um canteiro simples para o pesque-pague, até que um cliente de uma casa de iscas me mostrou que o mercado estava disposto a pagar bem por esse tipo de produto”, relata ele. A produção de minhocas é feita em um composto orgânico específico, mantido em locais escuros e com tela para proteger contra predadores. O manejo, segundo Walter, é simples, mas requer cuidados como a oxigenação do solo e o controle de nutrientes, que inclui folhas, esterco bovino e restos vegetais. Com os lambaris, que passa por um processo de reprodução e crescimento em tanques de engorda até atingir o tamanho ideal para comercialização. Fonte: G1

1,8 milhões de empresas brasileiras podem ser excluídas do Simples Nacional e MEI

1,8 milhões de empresas brasileiras podem ser excluídas do Simples Nacional e MEI As empresas optantes pelo Simples Nacional e os Microempreendedores Individuais (MEI) precisam redobrar a atenção em relação a possíveis débitos tributários. A Receita Federal do Brasil notificou, nos últimos dias, 1.876.334 contribuintes com pendências tributárias. Desses, 1.121.419 são MEIs e 754.915 são Microempresas (ME) e Empresas de Pequeno Porte (EPP), totalizando uma dívida expressiva de R$ 26,7 bilhões. Entre os dias 30 de setembro e 4 de outubro, foram disponibilizados no Domicílio Tributário Eletrônico do Simples Nacional (DTE-SN) os Termos de Exclusão e os Relatórios de Pendências. A Receita Federal alertou que, para evitar a exclusão do regime simplificado a partir de 1º de janeiro de 2025, os contribuintes têm apenas 30 dias a partir da data de ciência do Termo para regularizar suas dívidas. O não cumprimento deste prazo resultará em consequências graves, incluindo a exclusão do Simples Nacional. Richard Domingos, diretor executivo da Confirp Contabilidade, alerta: “É crucial que as empresas façam uma verificação em seu domicílio eletrônico para ver se não foram notificadas por não pagamentos de tributos e suas obrigações tributárias. Muitas vezes, os contribuintes nem imaginam que estão irregulares, pois os débitos não são intencionais. Esses podem ocorrer por desatenção, como o não pagamento de uma guia.” A falta de regularização pode não apenas levar à exclusão do Simples Nacional, mas também complicar a situação financeira das empresas, prejudicando sua capacidade de operar e crescer. Portanto, é vital que os empreendedores estejam atentos e proativos em suas obrigações fiscais. Como regularizar os débitos Para evitar a exclusão, os contribuintes devem acessar o Portal do Simples Nacional ou o Portal e-CAC da Receita Federal. Os Termos de Exclusão e os Relatórios de Pendências podem ser consultados online, garantindo que todos os devedores tenham acesso à informação necessária para regularizar sua situação. Os contribuintes têm um prazo de 30 dias a partir da data de ciência do Termo de Exclusão para regularizar suas pendências. A ciência se dá no momento da primeira leitura do documento, que deve ser feita dentro de 45 dias contados a partir da disponibilização do Termo. Se as pendências forem regularizadas dentro do prazo, a exclusão não ocorrerá e os débitos serão considerados quitados. Caso contrário, a empresa será excluída do Simples Nacional, e, no caso dos MEIs, também será desenquadrada do Simei. Richard Domingos esclarece que, mesmo que as empresas sejam excluídas agora do Simples, ainda terão até o dia 31 de janeiro de 2025 para ajustar sua situação e optar novamente por esse sistema simplificado. “Caso não regularizem suas pendências até essa data, elas ficarão fora do regime durante todo o próximo ano fiscal, elevando significativamente a carga tributária”, alerta Mota. Os contribuintes têm duas opções principais para regularizar sua situação: Pagamento à vista: Uma forma direta de quitar débitos, evitando complicações futuras. Parcelamento: A Receita Federal permite que os débitos sejam parcelados em até 60 meses, facilitando a regularização.   Além disso, para os débitos com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, existem condições vantajosas, como a possibilidade de negociação de descontos e prazos ampliados. O processo de negociação é totalmente digital, através do portal REGULARIZE. Prazo para adesão ao Simples Nacional Empresas que desejam aderir ao Simples Nacional em 2025 têm até 31 de janeiro do próximo ano para realizar a opção. A adesão, uma vez aprovada, terá efeitos retroativos a partir do primeiro dia do ano calendário. O diretor da Confirp adverte: “Se houver alguma restrição, a regularização deve ser feita até o fim de janeiro. Deixar para a última hora pode inviabilizar ajustes necessários.” Para aderir ao Simples Nacional, é fundamental que as empresas estejam livres de pendências que possam obstruir a opção pelo regime tributário simplificado. Isso inclui a quitação de débitos com a Receita e outras obrigações tributárias. Já empresas que estão sendo abertas, podem optar já em sua constituição por esse regime tributário. Alerta às empresas “Com a Receita Federal intensificando a fiscalização, a regularização de débitos se torna uma prioridade para as empresas do Simples Nacional e MEIs. Ignorar essa necessidade pode resultar em consequências severas, como a exclusão do regime e um aumento na carga tributária. Portanto, a orientação é clara: busque regularizar sua situação o quanto antes para garantir a continuidade dos negócios e evitar complicações financeiras no futuro”, finaliza Richard Domingos. Os empreendedores devem agir proativamente, revisando suas obrigações tributárias e utilizando os recursos disponíveis para manter suas empresas em conformidade.

Retorno ao trabalho presencial desafia retenção de talentos, aponta especialista em recrutamento

Retorno ao trabalho presencial desafia retenção de talentos, aponta especialista em recrutamento Pesquisa da KPMG revela que 83% dos CEOs esperam a volta total ao escritório nos próximos três anos. A 10ª edição da pesquisa KPMG CEO Outlook revelou que 83% dos CEOs esperam um retorno total ao escritório nos próximos três anos, expectativa que desafia o cenário atual do mercado de trabalho, especialmente no setor de tecnologia, onde a flexibilidade e o trabalho remoto são altamente valorizados. Uma das estratégias das lideranças para incentivar a volta é a oferta de aumentos salariais, promoções ou novas responsabilidades. De acordo com a pesquisa da KPMG, 87% dos CEOs planejam recompensar os funcionários que retornarem ao escritório. Gustavo Salles, especialista em recrutamento há uma década, alerta que essa estratégia pode ser insuficiente para reter os profissionais habituados ao trabalho remoto. “Se a empresa não for transparente sobre suas expectativas, pode gerar insatisfação e levar talentos a buscarem outras oportunidades que ofereçam a flexibilidade que valorizam”, afirma. Para Salles, a preferência das lideranças pelo modelo presencial não deve ser vista como uma regra rígida, mas sim como uma estratégia que pode variar conforme o perfil das equipes e os objetivos da empresa. “Muitos CEOs e clientes estão percebendo uma queda de produtividade em equipes compostas por profissionais mais jovens e menos experientes, para quem o contato diário com os colegas e mentores faz uma diferença enorme na curva de aprendizado”, explica. O especialista destaca que o ambiente presencial facilita a troca de conhecimento, a integração das equipes e o desenvolvimento profissional. “Para talentos em início de carreira, a presença física no escritório proporciona um aprendizado mais rápido e mais conexão com a cultura da empresa”, acrescenta. Apesar da grande expectativa pelo retorno total, Salles acredita que o modelo híbrido é a melhor solução para muitas empresas, pois equilibra a necessidade de flexibilidade dos colaboradores com as demandas de produtividade e colaboração. “A flexibilidade é, para muitos profissionais, o benefício mais importante. Empresas que insistirem no trabalho 100% presencial podem perder talentos para aquelas que oferecem um modelo mais equilibrado”, avalia. Além das questões de flexibilidade, o levantamento também destacou a preocupação dos CEOs com a escassez de profissionais qualificados e a aposentadoria iminente de talentos experientes. Para o especialista, a solução está na capacitação contínua e no desenvolvimento de novos profissionais. “Investir em programas de formação desde o início é essencial para preparar talentos para o mercado e evitar a dependência excessiva de profissionais sêniores, que muitas vezes são atraídos por oportunidades internacionais”, ressalta. Com 92% dos CEOs projetando um aumento de contratações nos próximos anos, Salles observa uma tendência de busca por qualidade e especialização, em vez de apenas volume. “As empresas estão se tornando mais criteriosas, focando na contratação de profissionais que possam agregar valor e ajudar a construir uma equipe sólida para o futuro”, conclui.

Cinco dicas para quem quer mudar de carreira ainda em 2024

Cinco dicas para quem quer mudar de carreira ainda em 2024 Especialista da Escola DNC mostra como começar a se preparar para fazer uma transição de área nos últimos meses do ano. De acordo com uma pesquisa da International Stress Management Association (ISMA-BR), 72% dos brasileiros sentem estresse no trabalho e 32% sofrem de burnout. Diante desse cenário, é crucial refletir sobre a importância da transição da área de atuação nos dias atuais, já que é um movimento que pode transformar positivamente a vida profissional de uma pessoa. Segundo Ana Carvalho, líder de Customer Success (CS) da Escola DNC, essa decisão exige análise e preparação, mas não deve ser protelada. “Com o fim de 2024 se aproximando, aqueles que querem seguir novos rumos precisam começar a se preparar agora”, diz. Para ajudar as pessoas que estão nesse momento da vida, a especialista listou cinco dicas de como trocar de área ainda este ano. Confira: O primeiro passo para mudar de carreira é entender o que está por trás desse movimento. Por isso, é importante refletir sobre motivações pessoais e satisfação profissional para que não se tome uma decisão por impulso.  Para Ana, conversar com profissionais de outras áreas e fazer testes vocacionais pode ajudar quem ainda está com dúvida de qual passo dar. “Uma transição de área pode acontecer porque há um desejo por mais reconhecimento, flexibilidade no dia a dia ou até para se afastar de um ambiente tóxico. Todos são motivos válidos, mas é importante identificá-los para você entender qual é a sua aspiração real”, afirma.  Mudar de área é um processo que envolve muito estudo e preparação. Por essa razão, a organização e o entendimento de como encaixá-la na rotina é fundamental.  A especialista reforça essa questão no que diz respeito à condição do emprego em que a pessoa está naquele momento. “Se estamos falando de alguém que não pode ficar sem trabalho, a recomendação é avaliar se a função atual interfere na transição ou buscar vagas em outras empresas no mesmo setor, mas que possam, no futuro, facilitar esse processo de migração de carreira. Se não houver impacto, é possível continuar trabalhando durante a mudança”, explica. Para identificar as melhores oportunidades de transição de carreira, acompanhar o mercado e as tendências também é imprescindível. A líder de CS da Escola DNC cita o LinkedIn como uma boa ferramenta para observar o cenário e avaliar se as próprias habilidades atendem às demandas da área.  “Estudar sobre a área que deseja migrar ajuda a esclarecer pontos como viabilidade e segurança da vaga, além de mostrar possíveis habilidades e competências que precisam ser desenvolvidas, e que talvez tornem a migração difícil a um nível que a pessoa não esteja disposta a fazer”, pontua. O avanço tecnológico e a digitalização de processos têm promovido uma série de mudanças no mercado que não podem ser deixadas de lado por quem quer trocar de área. “O próprio setor de tecnologia é um dos segmentos mais aquecidos do momento, e deve continuar assim. Então, entender as novas profissões e ferramentas que elas utilizam pode trazer um embasamento ainda maior àqueles que aspiram uma transição de carreira”, enfatiza a especialista. Com a crescente demanda por profissionais qualificados devido às novas tecnologias, também há uma oportunidade significativa para quem se capacitar adequadamente. Por essa razão, o aprendizado em diferentes habilidades é um fator de peso quando o assunto é transição de área. “Hoje, profissionais com soft skills, como comunicação e resolução de problemas, estão cada vez mais valorizados. Se essas competências forem combinadas a hard skills, a mudança e adaptação a uma nova carreira se torna ainda mais tranquila”, conclui Ana.

Setor financeiro é um dos que mais usa IA no Brasil

Setor financeiro é um dos que mais usa IA no Brasil Pesquisa aponta que 65% das empresas estão ampliando seus orçamentos destinados à tecnologia. O uso de plataformas de Inteligência Artificial (IA) tem avançado de forma significativa no Brasil. Segundo pesquisa da consultoria global de estratégia e gestão, Oliver Wyman, 57% dos brasileiros já utilizaram essa tecnologia. O percentual posiciona o país à frente de nações como Espanha (46%), França (43%) e Itália (42%).  No mercado de trabalho, o levantamento revela que a implementação de IA é mais expressiva entre os setores de tecnologia, sendo usada por 83% dos profissionais entrevistados, mídia e entretenimento (81%) e serviços financeiros (75%). Nas finanças, a IA pode ser aplicada em tecnologias que aumentam a segurança, como a biometria facial, e naquelas que personalizam serviços bancários, como os chatbots. A consultoria Juniper Research projeta que, até 2028, os investimentos globais em chatbots devem alcançar US$ 72 bilhões. Esse cenário de crescimento é refletido na disposição das empresas em investir ainda mais em IA, com 65% dos negócios ampliando seus orçamentos para essa tecnologia, de acordo com o estudo “Estudo Talent Trends 2024” da Randstad.  O diretor brasileiro de Talent Solutions, Diogo Forghieri, explica que esse panorama ilustra como os líderes e as empresas estão se ajustando à transformação digital, maximizando o potencial da tecnologia, dos dados e das pessoas, fundamentais para o sucesso dos negócios. A mentalidade de inovação pode ser vista em iniciativas como a da Amazon, que anunciou no último ano um investimento de US$ 4 bilhões na startup Anthropic, visando fortalecer sua posição no mercado de IA.  Além dela, a Microsoft também revelou recentemente um plano de investimento de R$ 14,7 bilhões ao longo de três anos, focado em infraestrutura de nuvem e IA para acelerar o desenvolvimento da inovação no Brasil. A empresa informa que oferecerá treinamento em larga escala para capacitar cinco milhões de pessoas. Como implementar a IA nas organizações? Empresas que buscam aderir à IA em seus processos têm a opção de formar equipes internas ou partir para a terceirização de desenvolvimento de sistemas, delegando essa função a especialistas enquanto concentram seus recursos em iniciativas estratégicas. O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) indica que o primeiro passo para a sua implementação é desenvolver um planejamento, avaliando as atividades e os processos da empresa e identificando os pontos que podem ser aprimorados. Em seguida, é importante realizar um mapeamento dos processos para entender as necessidades dos negócios, verificando quais setores se beneficiaram dos recursos de IA. Já o terceiro passo consiste na preparação dos dados para o treinamento dos modelos de redes neurais, que ensinam computadores a analisá-los de maneira semelhante ao funcionamento do cérebro humano. O Sebrae aponta ainda que, para a tecnologia desempenhar sua função de forma eficiente, é necessário treinar os algoritmos com a análise de uma base de dados de alta qualidade, conforme os modelos neurais, com o intuito de identificar inconsistências. Aprimoramento dos processos e automatização do fluxo entre os benefícios Entre os entrevistados pela pesquisa da Randstad, 33% apontaram que a implementação de IA tem como resultado o aprimoramento da eficiência e da consistência nos processos. A tecnologia também possibilita a automatização do fluxo de trabalho, respondida por 31%, visto que a redução de tarefas repetitivas permite disponibilizar mais tempo para atividades estratégicas. Além disso, os entrevistados indicaram benefícios como a identificação de funcionários com habilidades específicas (30%), que pode acontecer a partir do uso de algoritmos para mapear talentos, o direcionamento dos colaboradores para projetos estratégicos (30%) e o aumento da capacidade de expansão dos negócios (30%) O Sebrae também destaca que a empresa que utiliza a IA a seu favor pode usufruir do crescimento da produtividade, aumentar a satisfação das demandas do seu público, diminuir os esforços para conquistar metas e obter maior lucratividade.