Ansiedade causada por preocupação intensa é constante nas empresas

Ansiedade causada por preocupação intensa é constante nas empresas De acordo com um estudo da Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (Aberje), 52% dos trabalhadores brasileiros sofrem no ambiente de trabalho. Falta de espaço para expressão, estresse, ansiedade e carga excessiva de tarefas. Essas têm sido algumas das características mais comuns de insegurança psicológica relatadas por profissionais de diferentes áreas no Brasil. Segundo uma pesquisa do ADP Research Institute, 67% dos trabalhadores brasileiros relatam que sua atividade é a principal fonte de estresse em suas vidas. A ansiedade, caracterizada por preocupação intensa e persistente, é uma condição constante nas corporações. De acordo com um estudo da Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (Aberje), 52% dos trabalhadores brasileiros sofrem de ansiedade no ambiente de trabalho. Além disso, 47% falam sobre cansaço frequente, enquanto 22% e 21% mencionam desânimo e frustração como seus principais sentimentos. A falta de empatia nas organizações é considerada um problema significativo por 89% dos colaboradores. Muitos desses desafios estão relacionados às necessidades não atendidas. Por sua vez, quando essas demandas são supridas, surgem sentimentos de despreocupação, segurança, calma e realização, segundo a pesquisa. Diante disso, o investimento em segurança psicológica e saúde mental tem se mostrado uma urgência no mundo corporativo, especialmente na área de Recursos Humanos, uma vez que pode trazer impactos na produtividade e satisfação no trabalho. Para a diretora de Recursos Humanos (RH) da Embracon, Brenda Donato, investir na segurança psicológica é pensar na longevidade de uma empresa. “Quanto mais tornarmos clara essa cultura, da maneira como as pessoas entregam os resultados do time, mais ambientes saudáveis a gente vai ter e maior será a relação de sustentabilidade do negócio”, comenta. Ela observa que, embora muitas corporações apresentem bons resultados, os funcionários frequentemente terminam o dia exaustos e adoecidos. “A saúde mental se tornou uma questão central nas empresas. Isso não implica que os resultados não estão sendo alcançados, mas, sim, que estão sacrificando a saúde de muitas pessoas. Esse é um ponto crucial que deve ser abordado nas organizações”, enfatiza. Líderes como parte da equipe A pesquisa da Aberje revela, ainda, que os colaboradores frequentemente se sentem mais conectados aos colegas próximos do que à liderança da empresa. Essa realidade deve ser um ponto de atenção, incluindo o papel e as dificuldades enfrentadas também pelo líder, destaca Brenda. “Hoje, com o conceito de segurança psicológica, entendemos que o líder faz parte do time. Isso reduz a expectativa de que o líder deve ter todas as respostas e saber de tudo”, explica. “Líderes também enfrentam desafios, crises e pressão. Se os colaboradores fornecerem feedbacks adequados, a relação se fortalecerá e haverá mais abertura”, completa. Nesse contexto, o departamento de RH desempenha um papel crucial ao analisar as relações interpessoais. A segurança psicológica, quando aplicada de maneira eficaz, não se traduz em criar um ambiente sempre confortável. Em vez disso, envolve reconhecer que o verdadeiro progresso e as mudanças sustentáveis surgem do enfrentamento de desafios. “Eu diria que hoje precisamos de RH corajoso para discutir temas importantes e difíceis, facilitando esses caminhos de discussão, e que entendam que segurança psicológica não é sobre um ‘lugar quentinho’, mas que é do desconforto que geramos mudanças efetivas”, afirma. Desafio de inovação Para exemplificar como grandes oportunidades surgem dos desafios, Brenda destaca um caso da sua própria equipe. O desafio era criar um time dedicado a promover a cultura de inovação na empresa. Em vez de apenas implementar áreas e processos superficiais, o objetivo era construir uma estrutura estratégica de longo prazo para realmente fomentar essa visão. “Ao explorar o assunto, descobrimos variáveis que nos ajudaram a formular hipóteses sobre a falta de envolvimento e engajamento dos funcionários na criação de inovações e automação. Percebemos que esses esforços estavam centralizados nas áreas de tecnologia e processos, sem uma disseminação eficaz pela organização. Esse insight nos levou a investigar questões relacionadas ao incentivo da liderança e ao comportamento das equipes, e foi assim que chegamos ao conceito de segurança psicológica”, explica. Como resultado, foi realizado um diagnóstico com o time mais sênior do RH. Brenda observa que o feedback revelou uma realidade negativa já existente na corporação. “Isso fez com que o time experimentasse diretamente o trabalho de segurança psicológica e aprendesse como engajar a equipe”, destaca. Brenda conclui destacando a importância de ter um ambiente adequado para a implementação de novos conceitos. “Sem um preparo adequado, há o risco de o conceito não ser compreendido corretamente, e pode acabar sendo percebido mais como uma ameaça do que como uma ferramenta eficaz para impulsionar a inovação”, finaliza.

Até 2025 IA deve criar até 97 milhões de novos empregos

 Até 2025 IA deve criar até 97 milhões de novos empregos A Coursera, lançou um novo relatório destacando o uso crescente de micro credenciais, ou credenciais digitais, por instituições acadêmicas em todo o mundo. A pesquisa mostra que as universidades estão cada vez mais complementando os programas de graduação tradicionais com micro credenciais específicas da indústria para produzir graduados prontos para o trabalho e aprimorar o crescimento profissional tanto de ex-alunos quanto de docentes. O relatório, baseado em um estudo com mais de 1.000 líderes de educação superior—incluindo reitores, pró-reitores e lideranças educacionais representando mais de 850 instituições em 89 países—destaca o papel das micro credenciais na formação do futuro da educação. Com a Coursera oferecendo mais de 125 certificados profissionais, a plataforma continua a atender 155 milhões de alunos globalmente, apoiando instituições acadêmicas na preparação de estudantes para o mercado de trabalho em evolução. Segundo o relatório, 75% dos líderes de educação superior entrevistados na região da América Latina e Caribe acreditam que os alunos têm mais chances de se matricular em programas que oferecem crédito acadêmico por credenciais reconhecidas pela indústria. Além disso, 90% concordam que os graduados que obtêm essas credenciais estão melhor preparados para o mercado de trabalho, e todos concordam que elas desempenham um papel fundamental em fortalecer os resultados de carreira a longo prazo para os estudantes. Esse sentimento é compartilhado pelos próprios estudantes, com 97% dos alunos na América Latina e Caribe afirmando que obter um Certificado Profissional os ajudaria a se destacar para os empregadores e conseguir um emprego ao se formarem. Apesar desse entusiasmo, o relatório revela que apenas 46% das instituições na região da LATAM oferecem atualmente micro credenciais para crédito acadêmico. No entanto, a perspectiva é positiva, com 71% dos líderes entrevistados na LATAM planejando incorporá-las em seus currículos nos próximos cinco anos. A pesquisa também destaca os principais desafios para a adoção de micro credenciais. Os líderes citam a falta de conscientização (50%), dificuldades na integração das micro credenciais nos currículos existentes (45%) e incertezas sobre a qualidade das micro credenciais (35%) como principais barreiras. “As instituições de educação superior precisam trabalhar em estreita colaboração com governos e líderes da indústria para garantir que seus currículos atendam às necessidades em mudança da força de trabalho atual”, disse Marni Baker, Diretora de Conteúdo da Coursera. “Ao integrar treinamento de habilidades relevantes e micro credenciais em seus cursos, as universidades podem equipar os alunos com as competências necessárias para as carreiras futuras. Agora, mais do que nunca, as instituições precisam abraçar as micro credenciais para fornecer aos estudantes os recursos que precisam para desbloquear novas oportunidades de carreira.”

Pix força empresas a adaptarem suas ofertas de métodos de pagamento

Pix força empresas a adaptarem suas ofertas de métodos de pagamento Com projeção de atingirem 50% do setor de pagamentos até 2027, métodos chamam atenção por conta de sua praticidade e taxas reduzidas, sendo utilizadas pela maioria das plataformas de e-commerce do país. Praticamente sinônimo de transação comercial, o termo “faz um Pix” já está enraizado no jargão popular, essa opção de pagamentos representa uma importante fatia do mercado brasileiro. Pertencente aos denominados “métodos A2A” (conta a conta, na tradução em português), a categoria é uma verdadeira tendência no Brasil e na América Latina, com o estudo The Global Payments Report 2024 apontando que, até 2027, 50% do setor de pagamentos nacional será englobado por ela. Dessa maneira, as empresas, principalmente de comércio eletrônico, enfrentam o desafio de adaptarem suas plataformas para tê-la. Para se ter uma ideia, o estudo E-commerce Trends 2025 aponta o Pix como favorito por 87% dos usuários do e-commerce. Além disso, um levantamento do Confi.Neotrust aponta que o método de pagamento movimentou cerca de R$ 32 bilhões no segmento em 2023. “Se formos reparar, a história das transações comerciais no Brasil e na América Latina é marcada pela digitalização e adoção de opções cada vez mais digitais. Tanto isso é verdade que um dos métodos mais tradicionais para se adquirir algo, o dinheiro em espécie, está ficando escasso. Dados do Banco Central apontam que a circulação de papel moeda caiu 8% nos três anos de existência do Pix”, explica Walter Campos, gerente geral da Yuno, orquestradora global de pagamentos. Dessa maneira, o lojista que não disponibiliza o Pix para seus usuários corre o risco de perder vendas e ficar para trás, vendo o cliente ir para os concorrentes. Recentemente, um estudo da Opinion Box apontou que 78% dos consumidores do e-commerce costumam abandonar seus carrinhos online. Desse total, 13% alega não conseguir completar suas compras por conta da falta do seu método de pagamento favorito. “Com a revolução digital que estamos vendo, não se adaptar às novas necessidades gera muitos prejuízos e perda de receita. O estudo The Global Payment 2024 aponta que as opções mais utilizadas no Brasil são o cartão de crédito, que representa atualmente 26% do setor, e o Pix, com 29%. Com isso, é praticamente obrigatório aos varejistas contar com eles em seu checkout”, pontua Walter Campos. Contudo, mesmo com tamanho sucesso do Pix, o executivo recomenda aos lojistas que mantenham o maior número de métodos de pagamento possíveis em sua plataforma, pois essa é uma forma de englobar um contingente maior de consumidores. “É um erro achar que o checkout deve ter somente aquela opção mais popular. Isso porque as pessoas escolhem a forma de pagar de acordo com suas necessidades. Por exemplo, alguém que costuma parcelar por seus produtos tende a escolher o cartão de crédito, assim como aqueles que optam pelas carteiras digitais porque podem ser acessados até mesmo por smartwatches”, recomenda Walter Campos. Sendo assim, para ter um checkout completo e que agrade a todos os tipos de clientes, o profissional recomenda que os lojistas online adotem soluções como a orquestração de pagamentos, tecnologia em que, por meio de um clique, o varejista consegue habilitar as opções que mais deseja sem burocracia. “Enquanto da forma tradicional, negociando método por método, se leva mais ou menos 52 semanas para integrar tudo, com essa tecnologia a resolução se dá entre 2 e 6 semanas. Além disso, a gestão é mais simples, já que as informações ficam todas em uma única tela”, aponta Walter. O profissional também chama a atenção para outras vantagens da orquestração de pagamentos. “A tecnologia oferece melhores taxas de aprovação, já que a compra passa por diferentes provedores. Então, caso a aquisição seja recusada em um deles, o sistema redireciona para um outro caminho, de preferência com menores taxas, o que aumenta as chances de sucesso e gera economia de custos. Além disso, por trabalharem com os melhores antifraudes do mercado, deixam o comércio eletrônico mais seguro em relação aos golpes mais comuns”, finaliza Walter Campos.

Black Friday: 6 a cada 10 consumidores desistem de compra por causa do frete

Estudo realizado pela LWSA, aponta motivos de desistência de compra no e-commerce; além de frete, preço alto e baixa reputação da loja influenciam decisão. A Pesquisa de Intenção de Compras, realizada por Tray, Bling, Melhor Envio e Vindi, pertencentes à LWSA, ecossistema de soluções digitais para empresas, é o principal fator de decisão de compra dos consumidores na Black Friday, além de ofertas e confiabilidade na marca. Para 60% dos consumidores, o valor do frete é um fator decisivo na compra, sendo que 57% afirmaram que já desistiram de comprar devido ao frete alto.  Segundo o levantamento, quase 40% dos entrevistados não estariam dispostos a pagar um valor de envio mais caro para receber o seu produto com mais rapidez. Entre os pontos que fariam o consumidor desistir de comprar mesmo diante de uma boa oferta na Black Friday, além do frete, foram listados preços mais altos do que em períodos sem oferta (50%), não confiar na loja (45%), nota baixa em sites de reputação (43%), avaliações ruins nas redes sociais (42%) e desconto/oferta não ser atrativo o bastante para a Black Friday (40%).  De acordo com Vanessa Bianculli, gerente de Marketing do Melhor Envio, plataforma de fretes, os lojistas devem utilizar estratégias no período para convencer o consumidor a finalizar a compra. “Durante a Black Friday 2024, oferecer frete grátis para produtos específicos ou para compras acima de um determinado valor cria um incentivo irresistível para que os consumidores finalizem suas compras, aumentando o valor do carrinho”, afirma.  De acordo com ela, o empreendedor também deve mostrar seus diferenciais. “Destacar a rapidez da entrega como um diferencial competitivo, promovendo prazos de entrega curtos e cumprindo-os de forma consistente, é importante porque vai fazer aquele cliente criar uma impressão positiva e ficar propenso a comprar novamente na mesma loja”, diz.  Para Thiago Mazetto, diretor da Tray, plataforma de e-commerce, o consumidor está cada vez mais criterioso, o que demanda mais estratégia para o lojista nas ofertas. “”Com a consolidação da Black Friday no Brasil, os consumidores passaram a analisar de forma cada vez mais criteriosa as ofertas para o período, buscando comparar preços, conhecer a reputação da empresa em sites de venda, entre outros pontos antes de decidir pela compra. Isso ressalta a importância do lojista destacar claramente os diferenciais e benefícios que oferece, garantindo uma comunicação eficaz das vantagens associadas à compra para seu cliente. Além disso, a data demonstra a necessidade dos lojistas cultivarem bom relacionamento com seus clientes e boas avaliações ao longo do ano para que as suas ofertas sejam potencializadas pelo respeito adquirido pela sua marca.” analisa Thiago Mazeto, diretor da Tray. Mais de 60% pretende gastar até R$ 3 mil neste ano De acordo com o levantamento, 62% dos consumidores pretendem gastar até R$3 mil nas promoções, enquanto 64,3% planejam as compras, 44% têm guardado dinheiro nos últimos meses e 20,3% vão reservar parte do 13o salário para aproveitar as ofertas. Segundo o levantamento, 96% dos consumidores planejam fazer compras online na Black Friday 2024. Deles, 87% realizaram compras no mesmo período em 2023. Entre os produtos mais buscados, 51% afirmaram que devem comprar eletrônicos (Smartphone, computadores, TVs), 46% planejam a compra de roupas e 45% querem adquirir eletrodomésticos. Quanto a forma de pagamento, 75% dos consumidores preferem pagar com cartão de crédito, 23,2% com PIX e 83% pretendem parcelar as compras em até 12 vezes. A maior parte dos consumidores (75%) disse que pretende fazer compras para a Black Friday em  marketplaces, seguido por sites próprios das marcas.  *Para o estudo, a Opinion Box, a pedido da LWSA, entrevistou 3087 consumidores, com idade acima de 16 anos de todo o Brasil e de todas as classes sociais, entre 12 e 23 de setembro de 2024. A margem de erro da pesquisa é de 1,7 pontos percentuais. Sobre a LWSA A LWSA é um ecossistema de marcas integradas que oferece soluções digitais completas e modulares para empresas de todos os tamanhos. Nós fornecemos um amplo portfólio de produtos e serviços que auxiliam empreendedores desde o início de sua presença online até o aprimoramento do relacionamento com os clientes. Além disso, oferecemos soluções nas áreas de Commerce, Gestão e ERP, Serviços Financeiros e Presença Digital, tudo de forma integrada. Nosso foco é fornecer resultados mensuráveis e promover o crescimento sustentável para nossos clientes. Com uma equipe altamente capacitada e uma abordagem personalizada, estamos comprometidos em trazer a melhor solução para atender às necessidades exclusivas de cada negócio. Para mais informações, acesse.

Gestão de riscos pode trazer mais longevidade para empresas familiares

Gestão de riscos pode trazer mais longevidade para empresas familiares Sucessão familiar, conflitos entre herdeiros e a falta de planejamento estratégico podem ser motivos até para encerramento de atividades de empresas familiares. A gestão de riscos e a assessoria jurídica podem mitigar e solucionar essas questões. As empresas familiares representam a espinha dorsal da economia brasileira. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 90% das empresas no Brasil têm perfil familiar, sendo responsáveis por mais da metade do Produto Interno Bruto (PIB) e empregando 75% da força de trabalho no País. No entanto, a longevidade dessas empresas enfrenta desafios significativos. Um estudo do Banco Mundial aponta que apenas 30% das empresas familiares chegam à terceira geração, e apenas 15% conseguem sobreviver a essa fase. Nesse contexto, a assessoria jurídica e a gestão de riscos desempenham um papel crucial para garantir a perenidade dessas empresas. “A ausência de uma gestão jurídica adequada pode expor as empresas a riscos que ameaçam sua continuidade”, afirma Sandro Wainstein, advogado especialista em gestão de riscos. “Questões como sucessão familiar, conflitos entre herdeiros e a falta de planejamento estratégico tornam-se armadilhas para empresas que não possuem o suporte adequado”, complementa. A assessoria jurídica ajuda a estruturar as empresas para, por exemplo, enfrentar momentos de transição e evitar conflitos internos que possam comprometer o negócio. “Muitas vezes, o problema não é apenas financeiro ou administrativo, mas jurídico. Uma consultoria especializada pode ajudar a prevenir litígios e a resolver disputas familiares antes que se tornem insolúveis”, explica Wainstein. Além disso, a gestão de riscos permite que as empresas identifiquem potenciais ameaças, sejam internas ou externas, e criem planos para mitigá-las. Isso se torna ainda mais relevante no caso das empresas familiares, onde as emoções e as dinâmicas pessoais podem influenciar as decisões de negócios. “Para que as empresas familiares continuem a prosperar e a contribuir para a economia nacional, é importante que se invista em assessoria jurídica de qualidade e gestão de riscos eficaz, garantindo assim que possam atravessar gerações de forma sólida e segura”, finaliza Wanstein.

E-commerce brasileiro corresponde por 9% do varejo total no país

E-commerce brasileiro corresponde por 9% do varejo total no país Com crescimento acelerado nos últimos anos, o setor continua impulsionado pelo crescente uso de smartphones e pelo sucesso do Pix, abrindo caminho para novas oportunidades no mercado digital, de acordo com a FTI Consulting. A edição brasileira do Relatório de varejo on-line de 2024, desenvolvido globalmente pela FTI Consulting sobre tendências em comércio eletrônico, destaca que o comércio eletrônico brasileiro tem grande potencial de expansão. Embora o pico das vendas online tenha ocorrido durante a pandemia de 2020, com um aumento de 30%, o setor continuou a crescer a um ritmo mais rápido do que o varejo offline desde 2019. No entanto, o aumento do endividamento das famílias, que atingiu 48% do rendimento anual, impactou o crescimento do varejo online e físico nos últimos anos. Apesar desses desafios, o mercado de comércio eletrônico no Brasil continua promissor, respondendo atualmente por 9% do total das vendas no varejo. Esse número, embora expressivo, ainda está abaixo de mercados mais maduros, como Estados Unidos, China e países europeus, além de vizinhos latino-americanos, como México (14%) e Chile (11%). Isto demonstra o espaço considerável para expansão à medida que mais consumidores preferem as compras online. Um dos principais fatores que impulsionam esse crescimento é o uso de smartphones como meio preferencial de compras online no Brasil. Em 2023, 55% das compras online foram realizadas através de smartphones, consolidando este dispositivo como uma ferramenta essencial para o e-commerce. Empresas como o Magazine Luiza, que ampliou sua rede de distribuição para 22 centros e 206 unidades de cross-docking, mostram como grandes players estão investindo em logística para atender essa crescente demanda. Além disso, o Mercado Livre, que opera com 97% de seus vendedores sendo terceirizados, conquistou a maior participação de mercado (14,2%). Setores como a moda e a beleza têm registrado um crescimento significativo, acompanhando a popularidade dos eletrodomésticos e da tecnologia. Regionalmente, o Sudeste lidera em número de compradores online, favorecido por uma infraestrutura mais avançada e maior familiaridade tecnológica. Contudo, regiões como Norte e Nordeste têm apresentado grande potencial de crescimento. O desenvolvimento de infra-estruturas públicas e a melhoria das condições económicas nestas regiões podem acelerar a adoção do comércio electrónico, criando novas oportunidades para as empresas locais e para os principais players expandirem as suas operações. O comércio eletrônico brasileiro também se beneficia de uma população jovem e cada vez mais conectada. A classe com rendimentos mais baixos, que representa cerca de 13% dos consumidores online, ainda tem uma participação limitada, mas espera-se que esta tendência mude à medida que o poder de compra destas pessoas aumente e que mais gerações tecnológicas se tornam consumidores mais influentes. Atualmente, 34% dos consumidores online estão na faixa etária de 35 a 44 anos, o que sugere um futuro promissor para a indústria. Outro fator que fortalece o comércio eletrônico no Brasil é o uso crescente de soluções de pagamento digital. O Pix, criado pelo Banco Central, já é o segundo meio de pagamento mais utilizado no comércio eletrônico, atrás apenas dos cartões de crédito e débito. Além de aumentar a inclusão financeira, permitindo que mais consumidores participem do comércio digital, o Pix tem se mostrado uma alternativa atrativa para quem não tem acesso ao crédito. Segundo o Instituto Locomotiva, 81% dos brasileiros possuem conta em banco. Vale destacar que o mercado de comércio eletrônico no Brasil ainda é bastante fragmentado se comparado a mercados como os Estados Unidos, o que abre oportunidades para fusões e aquisições que podem consolidar o setor nos próximos anos. Empresas como Mercado Livre e Magazine Luiza têm investido em parcerias estratégicas para se destacar. Um exemplo é a parceria entre Mercado Livre e Disney, que oferece aos assinantes do Mercado Livre Premium acesso ao serviço de streaming Disney Plus. O crescimento do comércio eletrônico também poderá ser impulsionado pelo uso de novas tecnologias, como inteligência artificial e automação logística, otimizando processos e melhorando a experiência de compra. Empresas líderes já estão implementando a automação para otimizar as entregas e personalizar a experiência de compra, consolidando o e-commerce como uma alternativa cada vez mais eficiente ao varejo tradicional. Com uma população jovem e conectada e melhorias contínuas na infraestrutura de logística e pagamentos, o Brasil está bem posicionado para um futuro de crescimento no comércio eletrônico, com oportunidades de expansão em diversas regiões e setores.

Mais de 500 mil empresas em SP são notificadas pela Receita Federal sobre exclusão do Simples Nacional por dívidas

Mais de 500 mil empresas em SP são notificadas pela Receita Federal sobre exclusão do Simples Nacional por dívidas Contribuintes inadimplentes ainda têm a chance de quitar suas pendências e permanecer no regime, afirma especialista. A Receita Federal emitiu notificações para mais de 500 mil empresas do Simples Nacional inadimplentes em todo o estado de São Paulo, alertando que, sem a regularização de seus débitos, poderão ser excluídos do regime. Contudo, ainda há tempo para evitar essa exclusão. Entre os principais alvos das notificações estão 314.911 microempreendedores individuais (MEI) e 212.088 microempresas (ME) e empresas de pequeno porte (EPP), totalizando mais de 500 mil com valores pendentes que precisam ser quitados. De acordo com Carlos Afonso, especialista em finanças, os MEIs notificados precisam regularizar a totalidade das suas dívidas para continuar no Simples Nacional em 2025. ‘’O prazo é de 30 dias a partir da notificação, que começou a ser enviada no final de setembro. A regularização pode ser feita através de pagamento à vista ou parcelamento.’’ Os termos de exclusão e relatórios de pendências foram enviados entre 30 de setembro e 4 de outubro aos contribuintes em débito com a Receita Federal ou a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional. Para acessar esses documentos, o MEI deve consultar o Portal do Simples Nacional, através do Domicílio Tributário Eletrônico (DTE-SN), ou pelo portal e-CAC, utilizando login Gov.BR com conta nível prata ou ouro, ou certificado digital. ‘’A Receita ressalta que a confirmação da notificação acontece na primeira leitura da mensagem, desde que ocorra dentro de 45 dias após a disponibilização do documento. Caso o MEI queira contestar o Termo de Exclusão, deve apresentar a contestação de forma online, conforme instruções no site da Receita Federal’’, ressalta Afonso. Quem resolver as pendências dentro do prazo não será excluído do Simples Nacional e poderá continuar enquadrado no Simei sem a necessidade de comparecer a uma unidade física da Receita.

99% dos profissionais de RH acredita que saúde mental deva ser preocupação nas empresas, mas apenas 46% implementam ações, revela estudo do Infojobs

99% dos profissionais de RH acredita que saúde mental deva ser preocupação nas empresas, mas apenas 46% implementam ações, revela estudo do Infojobs Para Hosana Azevedo, Head de Recursos Humanos da empresa, os dados revelam “uma distância preocupante entre a conscientização e a efetividade no ambiente corporativo” A importância da saúde mental no ambiente corporativo é quase unânime para quem trabalha com Recursos Humanos. Segundo uma pesquisa realizada em setembro de 2024, pelo Infojobs, 99% desses profissionais acreditam que o tema deve ser uma preocupação das empresas. No entanto, ao observar a realidade das organizações, de acordo com os respondentes, apenas 46% delas implementam ações efetivas voltadas aos colaboradores.  “Esses dados revelam um abismo preocupante entre a conscientização e a efetividade no ambiente corporativo”, comenta Hosana Azevedo, Head de Recursos Humanos do Infojobs. “Precisamos lembrar que, por trás de cada número, existem indivíduos que enfrentam desafios diários. Promover a saúde mental não é apenas uma questão de compliance, mas um ato de empatia. É fundamental que as empresas se comprometam a implementar iniciativas concretas que demonstrem cuidado genuíno pelos seus colaboradores”.  Ao analisar o estudo, a especialista ressalta a evolução positiva no número de empresas que investem em programas voltados para a felicidade e satisfação no trabalho: “Notamos um crescimento de 34% em 2023 para 58% neste ano. No entanto, ainda há uma lacuna significativa na abordagem do estresse e da sobrecarga – apenas 28% afirma ter políticas voltadas ao tema. Apesar de certos progressos, podemos observar que poucas organizações implementam políticas realmente eficazes para enfrentar essas questões. O que  evidencia que ainda temos um longo caminho a percorrer para assegurar ambientes de trabalho mais saudáveis e equilibrados”, complementa Hosana Azevedo. O estudo também revela que, nas organizações que existem medidas para promover a saúde mental e felicidade corporativa, destacam-se canais de escuta ativa (39%), incentivo à atividade física (37%) e uma cultura de feedback positivo (36%). Hosana Azevedo enfatiza que a implementação de ações de saúde mental deve ir além do básico: “Não basta adotar uma ação pontual, principalmente nos mês de setembro, e esperar que isso resolva tudo. As empresas precisam ser proativas e inovadoras, escutando ativamente às necessidades dos colaboradores e criando um espaço onde a saúde mental seja tão valorizada quanto a entrega de resultados. Devemos repensar as práticas atuais e trazer a saúde mental para o centro das discussões organizacionais, promovendo uma cultura de apoio e compreensão que beneficie a todos”.  Sobre a amostra: Pesquisa realizada pelo Infojobs em setembro de 2024, com a participação de 275 pessoas, entre homens e mulheres, de 17 a 60 anos. Este material apresenta um recorte específico focado nos profissionais de RH, que representam 52% dos respondentes.

O papel do franqueador no sucesso dos franqueados

O papel do franqueador no sucesso dos franqueados Relação de apoio e parceria é garantia de sucesso nos negócios. No universo das franquias, o sucesso de um franqueado não depende apenas de sua determinação e habilidades individuais. O suporte do franqueador desempenha um papel fundamental nessa equação, e é crucial para a construção de um negócio próspero. A responsabilidade do franqueador vai além do fornecimento de uma marca; envolve um comprometimento com o desenvolvimento contínuo de seus franqueados. André Jácomo, especialista em franquias e CEO da Marketing Bag, exemplifica essa relação de apoio. Com uma trajetória marcada por desafios desde a juventude, Jácomo não apenas superou obstáculos, mas também absorveu valiosas lições que agora compartilha com outros empreendedores. Sua experiência moldou uma compreensão profunda do mercado, e ele se dedica a guiar franqueados na aplicação de estratégias eficazes. Um dos pilares do trabalho de Jácomo é a mentoria, onde ele aborda, entre outros tópicos, ações estratégicas e indicadores de desempenho. Essas sessões proporcionam um espaço para que os franqueados possam discutir abertamente os desafios enfrentados no dia a dia, criando um ambiente colaborativo e de aprendizado. A ênfase em estratégias de vendas é particularmente relevante, já que esse é um dos principais motores do sucesso de qualquer negócio. “A mentoria vai além de simplesmente oferecer conselhos, é um processo de acompanhamento cuidadoso. Durante esse processo, identificamos pontos fortes para implementar melhorias diárias. Superar objeções cotidianas diante dos clientes e aprimorar uma visão estratégica na prospecção e venda de anúncios são apenas algumas das conquistas relatadas”, relata André. O treinamento oferecido pelo franqueador é outro aspecto vital. Investir no desenvolvimento das habilidades dos franqueados não só melhora a operação das unidades, mas também fortalece a marca como um todo. Jácomo defende que uma comunicação clara e aberta entre franqueador e franqueado é fundamental para resolver problemas rapidamente e para que os franqueados se sintam apoiados em suas jornadas. Além disso, o suporte contínuo após a inauguração é essencial. Isso pode incluir reuniões regulares, análises de desempenho e até mesmo a oferta de recursos adicionais, como marketing local e promoção da marca. Quando os franqueados sentem que têm um parceiro ao seu lado, sua confiança e motivação para crescer aumentam. Em suma, a relação entre franqueador e franqueado deve ser vista como uma parceria em que ambos os lados se beneficiam do crescimento mútuo. Essa abordagem colaborativa se torna um modelo a ser seguido, demonstrando que o sucesso das franquias é, sem dúvida, um esforço conjunto.

Preço médio da gasolina se mantém estável, enquanto etanol inicia outubro com leve queda

Preço médio da gasolina se mantém estável, enquanto etanol inicia outubro com leve queda Valor da gasolina permaneceu em R$ 6,26, o mesmo registrado no fim de setembro; etanol foi comercializado a R$ 4,20, registrando recuo de 0,71% A gasolina manteve estabilidade em seu preço médio nacional durante a primeira quinzena de outubro, enquanto o valor do etanol apresentou queda de 0,71% no mesmo período, ante o acumulado de setembro, segundo a última análise do Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), levantamento que consolida o comportamento de preços das transações nos postos de combustível, trazendo uma média precisa. O litro da gasolina foi vendido, em média, a R$ 6,26 nos postos de abastecimento de todo o Brasil, o mesmo valor registrado em setembro. O etanol, por sua vez, foi encontrado com o preço médio de R$ 4,20. “Mesmo com a tendência de estabilidade no preço da gasolina, registrada nas últimas avaliações do IPTL, o valor médio do combustível segue em níveis elevados em boa parte do país, passando dos R$ 7 em estados como Acre e Roraima, ainda por conta do último reajuste, ocorrido em julho”, ressalta Douglas Pina, Diretor-Geral de Mobilidade da Edenred Brasil. Por regiões Regionalmente, o Nordeste registrou os maiores recuos nos preços dos dois combustíveis: o litro da gasolina ficou 0,31% mais barato em relação a setembro, fechando a primeira quinzena de outubro em R$ 6,35. Na região, o etanol teve redução de 1,46%, fechando o período em R$ 4,73. Apesar dos recuos terem sido maiores na região Nordeste, a gasolina mais barata foi encontrada no Sudeste, com preço médio de R$ 6,14. Já o etanol mais barato foi registrado no Centro-Oeste, com média de R$ 4,07. As maiores altas no preço médio da gasolina foram verificadas nas regiões Sul e Centro-Oeste do País, ambas com aumento de 0,16% na média do litro do combustível. Com a alta, o preço médio nas regiões chegou a R$ 6,18 e R$ 6,28, respectivamente. A Região Sul também apresentou o maior aumento para o etanol durante o período, registrando alta de 0,23% e encerrando a primeira quinzena de outubro com preço médio de R$ 4,40. A Região Norte apresentou os maiores preços médios para dois combustíveis durante o período analisado: R$ 6,74 para a gasolina e R$ 4,94 para o etanol. Estados Considerando as médias por estados, a maior redução registrada no preço médio da gasolina ocorreu no estado do Piauí, de 1,87%, onde o combustível foi negociado, em média, a R$ 6,30. Já a maior alta foi verificada no Rio Grande do Norte, que chegou a R$ 6,49 após aumento de 3,18%. A gasolina mais cara foi a encontrada nos postos do estado do Acre, onde mesmo após redução de 0,14%, o preço do combustível fechou à  média de R$ 7,19. Já a mais em conta para o bolso do consumidor foi a de São Paulo, que chegou a R$ 6,04, após registrar redução de 0,17% nas duas primeiras semanas de outubro. O etanol teve a maior queda do País em seu preço médio, de 4,62%, no estado de Pernambuco, chegando ao valor de R$ 4,54. Santa Catarina apresentou a maior alta do País, de 1,32%, alcançando o preço de R$ 4,62. O etanol mais caro entre os estados foi o registrado no Amapá, encontrado a R$ 5,39, mesmo preço de setembro. Mato Grosso foi o estado com o etanol mais barato: R$ 3,91, após recuo de 1,76%, de acordo com o IPTL. “Neste cenário, o etanol se apresenta como um alternativa viável em mais estados, se comparado à gasolina, atraindo consumidores em busca de economia. Além disso, o combustível traz vantagens ambientais, emitindo menos poluentes na atmosfera, contribuindo para uma mobilidade de baixo carbono”, acrescenta Pina. O IPTL é um índice de preços de combustíveis levantado com base nos abastecimentos realizados nos 21 mil postos credenciados da Edenred Ticket Log, com uma robusta estrutura de data science que consolida o comportamento de preços das transações nos postos, trazendo uma média precisa, que tem grande confiabilidade, por causa da quantidade de veículos administrados pela marca: mais de 1 milhão, com uma média de oito transações por segundo.