Volta do X: as lógicas de mercado que se impuseram às decisões políticas de Musk

Volta do X: as lógicas de mercado que se impuseram às decisões políticas de Musk O X (antigo Twitter) voltou a funcionar no Brasil depois que a rede social do bilionário Elon Musk cumpriu as determinações do Supremo Tribunal Federal (STF). Em decisão, o ministro Alexandre de Moraes autorizou nesta terça-feira (8/10) a volta do funcionamento da rede social X no país, após a empresa formalizar sua reabertura no Brasil e cumprir decisões que vinham sendo desrespeitadas, como bloqueio de contas e pagamento de multas. O magistrado havia determinado a suspensão da rede social no país em 31 de agosto. A decisão veio após o esgotamento do prazo dado pelo STF para que a empresa comandada pelo bilionário sul-africano indicasse um novo representante legal no Brasil. Moraes já havia determinado o bloqueio de contas na rede social acusadas de divulgar mensagens criminosas ou antidemocráticas e, posteriormente, o pagamento de multas aplicadas por manter essas contas no ar. O X afirmou inicialmente que não seguiria as determinações, mas posteriormente voltou atrás. Os advogados que representam a plataforma no Brasil confirmaram na quinta-feira (19/9) que todas as decisões seriam cumpridas, com a indicação da advogada Rachel de Oliveira Villa Nova como representante legal e o bloqueio dos perfis indicados. Antes de autorizar o fim do bloqueio da rede social, Moraes pediu ainda uma comprovação da regularidade e da validade da representação. Ele também determinou que diversos órgãos, como a Receita Federal, o Banco Central, a Polícia Federal, a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) e a própria Secretaria Judiciária do STF, prestassem esclarecimentos e compartilhassem informações sobre o funcionamento do X no país, o pagamento das multas e o acesso dos usuários bloqueados. Pressão econômica Após a confirmação da intenção de cumprir as decisões, especialistas apontaram que a mudança de posição do X foi provavelmente mais uma resposta à pressão de investidores, acionistas e anunciantes associados às empresas de Musk do que uma concessão política. “A decisão me parece muito mais econômica do que uma concessão política”, disse Roberto Kanter, professor da FGV (Fundação Getulio Vargas) e especialista em empreendedorismo. O economista identificou uma “prepotência corporativa” que pode ter levado a plataforma a supervalorizar sua posição no Brasil quando, na realidade, as empresas de Musk tinham muito a perder no mercado local. Kanter destacou a Starlink, companhia de internet via satélite que também faz parte do portfólio do bilionário sul-africano. “A grande aposta econômica do holding é a Starlink, que foi afetada por todas as questões do X no Brasil”, afirmou. O fogo cruzado entre Musk e o STF respingou no outro negócio do bilionário sul-africano depois que a Starlink teve suas contas bancárias bloqueadas no Brasil para garantir o pagamento das multas direcionadas ao X pelo descumprimento das decisões judiciais. Os fundos foram liberados após a quitação, mas a empresa de satélites também foi colocada sob pressão após o surgimento de rumores sobre o seu bloqueio no país por não cumprir as ordens de Moraes para impedir que seus clientes pudessem acessar o X a partir das suas conexões via satélite. A Starlink acabou cumprindo as decisões judiciais, mas o mero receio de que a companhia pudesse ser tirada do ar no Brasil deixou clientes e especialistas preocupados. A empresa também foi afetada por uma nova multa emitida por Moraes, de R$ 5 milhões por dia, por conta do descumprimento temporário do bloqueio ao X após uma mudança de servidores. Em pouco mais de dois anos de operação, a Starlink se transformou em líder em um segmento pequeno, mas estratégico no setor de telecomunicações do país: o de internet via satélite. Foto: Rosinei Coutinho/STF, Getty, Reuters via BBC Neste período, a empresa passou a ser fornecedora de importantes órgãos públicos do governo federal como o Exército, a Marinha, os ministérios da Saúde e Educação além da gigante Petrobras. “A Starlink oferece um serviço totalmente diferente do X, altamente tecnológico, e foi arrastada para tudo isso com o bloqueio dos seus bens”, disse Bruna Santos, da Digital Action, uma organização global que advoga por melhores padrões digitais dos governos e das Big Tech. Segundo a especialista, Musk arrastou suas empresas para uma disputa de sua esfera pessoal, o que provavelmente desagradou seus acionistas. Advogados de fundos de investimento que têm negócios com o magnata afirmaram ao jornal Correio Braziliense sob condição de anonimato que o descumprimento das decisões judiciais pelo X abriu as portas para uma retração nos investimentos e afastamento de novos interessados, gerando desconforto e pressão para uma mudança de posição. Ainda de acordo com uma das fontes, o bloqueio da rede social no Brasil e a instabilidade em torno da continuidade dos serviços da Starlink reforçou a posição de competidores das empresas de Musk no país. A rede social Bluesky, que tem funções semelhantes à plataforma do bilionário sul-africano, ganhou 2 milhões de novos usuários no país nos três primeiros dias após o X parar de funcionar. Muitos usuários também relataram ter migrado para o Threads, outro aplicativo concorrente de propriedade da Meta. Bluesky ganhou 2 milhões de novos usuários no país nos três primeiros dias após o bloqueio do X — Foto: Getty Images via BBC. FONTE: G1
Demanda por crédito no Brasil cai 5% em agosto

Demanda por crédito no Brasil cai 5% em agosto Levantamento realizado pela Neurotech mostrou baixo desempenho do Varejo em todas as categorias, na comparação com o mesmo período de 2023. A demanda por crédito no Brasil recuou 5% em agosto, na comparação com o mesmo mês do ano passado. Os dados são do Índice Neurotech de Demanda por Crédito (INDC), que mede mensalmente o número de solicitações de financiamentos nos segmentos de varejo, bancos e serviços. Já em relação ao mês anterior, julho de 2024, houve um crescimento de 6%, com bom desempenho do setor financeiro, que teve alta de 19%. No apanhado anual, por segmento, apenas o setor de Serviços apresentou crescimento, de 2%. Varejo (-11%) e o setor financeiro (-3%) seguiram em queda. “Quando observamos o desempenho abaixo do esperado no varejo em todos os meses de 2024, até o momento, percebemos que há um sentimento de receio muito forte entre os consumidores brasileiros, considerando que historicamente este é o setor de maior influência no índice. As expectativas de crescimento da taxa de juros, sem dúvidas, estão entre os principais fatores que contribuem”, analisa Natália Heimann, líder da Business Unit de Dados & Analytics para Crédito da Neurotech e responsável pelo indicador. Dentro do segmento varejista, todas as categorias apresentaram queda em relação a agosto de 2023. Em ordem de retração, da maior para a menor, o ranking ficou assim: Vestuário (-52%), EletroMóveis (-21%), Lojas de Departamento (-15%), Outros (-7%) e Supermercado (-3%). Já na comparação com julho deste ano, em que o Varejo apresentou crescimento de 12%, o único resultado negativo foi registrado na categoria Vestuário, que teve queda de 10% na demanda por crédito. A categoria Lojas de Departamento registrou crescimento de 33%, seguida de Supermercado (+11%), EletroMóveis (+8%) e Outros (+8%). Sobre o INDC O Índice Neurotech de Demanda por Crédito (INDC) abrange um universo de empresas, instituições financeiras e varejistas e mensura o apetite do brasileiro pelo crédito. Nem todas as milhões de consultas mensais registradas se transformam em concessão de crédito, pois o processo depende de fatores como o perfil da pessoa que está fazendo a solicitação, o apetite ao risco da financeira e se há ou não indícios de fraude. Sobre a Neurotech A Neurotech é uma empresa B3 especialista na criação de soluções avançadas de Inteligência Artificial, Machine Learning e Big Data que transformam um mundo de dados dispersos em informações relevantes para que as empresas obtenham resultados expressivos, prevendo novas oportunidades de negócios. Com uma bagagem de mais de 20 anos e expertise em Inteligência Artificial, Analytics e Ciência de Dados, a Neurotech já implantou mais de 1.000 soluções que ajudaram gestores e empresas a transformarem dados em melhores decisões nos mercados de crédito, varejo, seguros, financeiro, saúde e telecom. Saiba mais em https://www.neurotech.com.br/
Cultura organizacional e liderança foram os principais gargalos das empresas em 2024, segundo pesquisa inédita

Cultura organizacional e liderança foram os principais gargalos das empresas em 2024, segundo pesquisa inédita Desafios críticos revelam a necessidade de inovação e estratégias eficazes para engajar colaboradores e desenvolver líderes. A gestão de pessoas continua a ser uma dor de cabeça para muitas empresas, especialmente quando se trata de cultura organizacional e desenvolvimento de líderes. Uma pesquisa inédita realizada pelo Pandapé, em parceria com a Impulso, aponta que essas áreas são as que mais travam o crescimento e a competitividade das organizações. A dificuldade invisível: cultura organizacional e engajamento De acordo com o estudo, 14% das empresas lutam para consolidar uma cultura organizacional forte e engajar os colaboradores. Em um mercado de trabalho cada vez mais competitivo, falhar em criar um ambiente de pertencimento e propósito pode custar os melhores talentos para os concorrentes. “Cultura organizacional vai além de valores escritos no mural ou em discursos. Ela é o que sustenta a inovação, retém os melhores talentos e transforma resultados. Se a cultura é fraca, a empresa perde consistência e engajamento.” afirma Hosana Azevedo, Head de Recursos Humanos do Infojobs e porta-voz do Pandapé. A falta de uma cultura sólida também impacta diretamente o desempenho: colaboradores que não se identificam com a empresa tendem a apresentar uma queda de produtividade, além de estarem mais propensos a buscar outras oportunidades no mercado. Formação de líderes: outro desafio crítico Outro ponto revelado pela pesquisa é o desenvolvimento de lideranças, que aparece como um desafio para 13% das empresas. Em tempos de transformações rápidas, líderes eficazes são essenciais para manter equipes alinhadas e motivadas. A ausência de programas estruturados de capacitação de líderes pode comprometer a capacidade da organização de enfrentar mudanças e conduzir times de forma eficiente. “Liderança não é apenas comandar, é inspirar, e essa é uma competência que precisa ser desenvolvida continuamente. Empresas que investem no desenvolvimento de seus líderes têm uma vantagem competitiva clara no mercado”, reforça Hosana. Saúde mental e bem-estar: um pilar negligenciado Além dos desafios culturais e de liderança, 11% das empresas também enfrentam dificuldades em promover um ambiente que priorize a saúde mental e o bem-estar dos colaboradores. Empresas que não oferecem suporte adequado nessa área enfrentam maior turnover e queda na motivação das equipes. Segundo Azevedo, “um ambiente de trabalho saudável é um ativo estratégico para qualquer organização. Ignorar isso pode resultar em perdas significativas de produtividade e comprometimento dos colaboradores.” Retenção de talentos: o custo da rotatividade A retenção de talentos e a alta rotatividade continuam sendo problemas para 10% e 9% das empresas, respectivamente. O turnover elevado aumenta os custos de recrutamento e afeta a continuidade dos negócios. Garantir que as contratações se alinhem ao perfil cultural da empresa e investir no desenvolvimento contínuo dos colaboradores são medidas essenciais para reverter esse cenário. Fit cultural e conflitos geracionais: as novas fronteiras da gestão de pessoas Outro ponto sensível nas empresas, de acordo com o estudo, é o gerenciamento de conflitos entre gerações e o alinhamento ao fit cultural. Com equipes cada vez mais diversas, 8% das empresas relatam dificuldades em garantir que novos colaboradores se encaixem bem na cultura organizacional. Hosana comenta: “Promover uma boa convivência entre diferentes gerações e garantir contratações alinhadas ao fit cultural são passos importantes para criar um ambiente de trabalho harmonioso e produtivo. O respeito às diferenças e a valorização das habilidades únicas de cada geração podem ser um diferencial competitivo significativo.” O futuro começa agora: cultura e liderança como diferenciais competitivos Consolidar uma cultura organizacional forte, desenvolver lideranças preparadas e promover o bem-estar são os pilares para garantir uma gestão de pessoas eficaz e sustentável. As empresas que superarem esses desafios estarão mais bem posicionadas para crescer, inovar e prosperar em um mercado cada vez mais exigente. Os dados da pesquisa deixam claro: empresas que investem em uma cultura organizacional coesa e no desenvolvimento de seus líderes não apenas retêm talentos, mas criam equipes mais motivadas e engajadas com os objetivos do negócio.
Black Friday 2024: preparação antecipada ajuda empresas a aumentar as vendas

Black Friday 2024: preparação antecipada ajuda empresas a aumentar as vendas Especialista detalha como a contratação de profissionais sob demanda e o serviço do cliente oculto potencializam os resultados das marcas durante a data. A Black Friday em 2024, marcada para o dia 29 de novembro, terá um crescimento de 14% no volume de pedidos em comparação com 2023, segundo um estudo divulgado pela plataforma de marketing Haus. Esse cenário exige que o varejo planeje suas ações com bastante antecedência, buscando maneiras de se preparar para o aumento da demanda e ampliar as vendas sem perder a qualidade no atendimento. De acordo com Thales Zanussi, fundador e CEO do Mission Brasil, a preparação vai além das promoções atrativas. “É importante que as empresas reavaliem e reforcem suas equipes, principalmente com a contratação de profissionais temporários. O auxílio deste pessoal impacta diretamente na otimização da logística, atendimento e assistência prestada aos clientes”, destaca. A Associação Brasileira do Trabalho Temporário (Asserttem) revelou que, em 2023, a Black Friday gerou mais de 470 mil vagas temporárias no Brasil. Para 2024, a expectativa é de um aumento no número. As oportunidades incluem serviços estratégicos como shopper, profissional responsável por separar e entregar produtos para e-commerces, repositores e executores, que organizam gôndolas e padrões de exposição de produtos nas lojas. “A busca por profissionais temporários se mostra uma alternativa extremamente vantajosa para as companhias, por se tratar de uma solução simples, pouco onerosa, mas com alto impacto e retorno”, aponta Thales. Aprimoramento estratégico No entanto, a preparação para a Black Friday não deve se limitar ao reforço das equipes. É crucial que as empresas varejistas conheçam profundamente seus produtos e serviços para oferecer uma experiência diferenciada. Um levantamento do Google revela que 65% dos consumidores brasileiros consideram as ofertas da Black Friday repetitivas, o que indica a necessidade de aprimoramentos e inovações para se destacar perante à concorrência. Para otimizar esses aspectos, o especialista aponta o serviço de cliente oculto, como uma alternativa importante. A prática, na qual um profissional treinado é designado para simular o interesse em realizar uma compra na empresa, percorre toda a jornada do cliente como se fosse um consumidor real. O objetivo é entender de forma integral a experiência que as pessoas têm ao adquirir um produto ou serviço, além de identificar pontos de melhoria e ajustes das estratégias comerciais de forma mais eficaz. “O serviço permite às empresas receber feedbacks de performance sob a perspectiva do consumidor, identificando fatores de melhoria, algo fundamental, especialmente em uma data em que cada detalhe conta”, conclui.
Vendas de Dia das Crianças tem expectativa de crescer 5% em SP

Vendas de Dia das Crianças tem expectativa de crescer 5% em SP Data é uma das mais aguardadas para o varejo no 2º semestre do ano e brinquedos lideram a opção de compra para 55% dos consumidores. Com a aproximação do Dia das Crianças, o varejo paulista mantém expectativas positivas, impulsionado por projeções de aumento nas vendas. Segundo estimativas da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Estado de São Paulo (FCDL-SP), o comércio deve movimentar cerca de R$124 milhões na data, marcando um crescimento de 5% em comparação ao ano anterior. Os lojistas já estão se preparando para a alta demanda, com 58% deles relatando um aumento nos estoques. A pesquisa também revela que 44% dos comerciantes acreditam em um desempenho positivo nas vendas, especialmente no comércio físico, que continua a ser a principal escolha dos consumidores. Shoppings e lojas de rua deverão atrair 54% do público, enquanto o e-commerce mantém sua relevância, com 32% das preferências. Os brinquedos lideram a lista de itens mais procurados, com 55% das intenções de compra, seguidos por eletrônicos (40%) e roupas (5%). O presidente da FCDL-SP, Mauricio Stainoff, ressalta que, além das crianças, familiares como sobrinhos e afilhados também devem ser contemplados, ampliando as possibilidades de presentes. “O Dia das Crianças é uma oportunidade para o varejo consolidar o segundo semestre, especialmente impulsionando a Black Friday, o Natal e o Réveillon”. afirma Stainoff. A expectativa é que o ticket médio gire em torno de R$200,00, refletindo a pressão da inflação, que ainda afeta cerca de 80% dos lojistas. Apesar disso, o otimismo é cauteloso, com o Dia das Crianças sendo visto como um termômetro para as grandes datas de final de ano, como Black Friday e Natal. Expectativas para a reta final do ano Datas importantes como o Natal, Black Friday e Réveillon são esperadas com grande expectativa, podendo consolidar a recuperação do varejo em São Paulo. Para Maurício Stainoff, este é um momento para aproveitar a fase relativamente boa pela qual o comércio está passando, especialmente em comparação com os anos de pandemia. “Precisamos ser cautelosos, pois o comércio ainda apresenta uma fase de recuperação e sofre com a alta inflação”, finaliza.
Eventos corporativos movimentam R$ 305 bilhões em economias locais

Estudo revela impacto econômico dos eventos em São Paulo, com R$ 305 bilhões gerados, 6,6 milhões de participantes e 23 milhões de empregos, beneficiando setores de hospedagem, alimentação e transporte. O setor de eventos no Brasil está em plena expansão, impulsionando a economia local de maneira significativa. Em 2023, o setor cresceu 105% em relação ao cenário pré-pandemia, com um aumento recorde de 61,3% na geração de empregos. Para 2024, a Associação Brasileira dos Promotores de Eventos (Abrape) projeta um faturamento de R$ 75 bilhões. Um estudo da NewSense/Ubrafe revela que, apenas no Estado de São Paulo, os eventos corporativos geraram aproximadamente R$ 305 bilhões em negócios, representando 4,6% do PIB nacional. Empresas promotoras, expositoras e visitantes investiram cerca de R$ 16,3 bilhões em eventos, além de despesas que estimulam a economia local, como hospedagem, transporte, alimentação, compras e lazer. A geração de empregos é outro grande benefício dos eventos corporativos. Em 2019, a Associação Brasileira de Empresas de Eventos (Abeoc) apontava que feiras e eventos representavam 4,75% do PIB, gerando 13 milhões de empregos. Atualmente, o setor conta com cerca de 23 milhões de empregos, movimentando economicamente 53 setores focados em eventos, como montadoras e empresas de sonorização, chegando a R$ 1 trilhão. São Paulo se destaca como um dos estados com maior potencial para eventos, graças à sua infraestrutura de qualidade e posição estratégica na região Sudeste. A cidade de São Paulo, com sua vasta oferta hoteleira e um aeroporto internacional, se tornou polo atrativo para investimentos no setor. Entre feiras, congressos, seminários e convenções, 1.286 eventos de grande porte foram realizados na cidade, gerando aproximadamente R$ 10 bilhões para a economia local e impactando o turismo em todo o estado. Esses eventos atraíram cerca de 6,6 milhões de participantes, dos quais 70% eram do estado de São Paulo e 30% de outras regiões, resultando em uma média de 6 mil diárias de hotéis por dia e gastos de visitantes na casa dos R$ 10 bilhões. Thalita Aben-Athar, Diretora de Relacionamento, Planejamento Criativo e Marketing da MCM Brand Experience, ressalta a importância desse impacto: “Os eventos corporativos não apenas movimentam a economia local através do turismo de negócios, mas também impulsionam o desenvolvimento de novas ideias e inovação. Eles são catalisadores para o crescimento econômico, criando um efeito multiplicador que beneficia uma ampla gama de setores”. Thalita ainda acrescenta: “Na MCM, realizamos eventos em várias regiões do Brasil, ampliando esse impacto econômico positivo para além de São Paulo. Cada evento gera empregos temporários, movimentam a rede hoteleira, restaurantes e serviços locais, beneficiando a economia de diversas cidades”. Segundo a UBRAFE, as feiras são um pilar da economia criativa, gerando ideias e disseminando novos conceitos e tendências. A convergência entre negócios e atividades como congressos, seminários e rodadas de negócios nos eventos evidenciam a importância dos eventos corporativos na construção de um ambiente de inovação e desenvolvimento econômico sustentável.
Executivos de grandes empresas contam como usam a Inteligência Artificial

Em iniciativa inédita e com certificação, Faculdade XP promove semana de imersão exclusiva sobre o tema A Inteligência Artificial está se tornando cada vez mais a linha de partida esperada para profissionais em posições de liderança, mesmo para aqueles que não tenham formação prévia na área de tecnologia. Segundo o Índice Anual de Tendências do Trabalho 2024, realizado pela Microsoft e pelo LinkedIn, 79% dos líderes concordam que suas empresas precisam adotar a IA para continuarem competitivas no mercado. Com o objetivo de capacitar líderes com pouco repertório técnico em IA e prepará-los para a aplicação dessa tecnologia no contexto executivo, a Faculdade XP, vertente educacional da XP Inc, vai realizar entre os dias 24 a 27 de setembro uma Imersão Executiva em Inteligência Artificial. A iniciativa vai entregar uma trilha de quatro conteúdos inéditos, exclusivos e gratuitos, com certificado de participação. Executivos com autoridade no tema e que vivenciam a IA todos os dias foram convidados para compor o seleto grupo de especialistas, compartilhando suas experiências com cases e visões de futuro. O compromisso assumido pela Faculdade XP, é o de preparar lideranças para se destacarem no mercado, tornando-os protagonistas nas organizações em que atuam. Ou seja, para que se tornem profissionais que não apenas seguem tendências, mas que são responsáveis por implementá-las. A estreia da imersão contará com Gabriel Santos, vice-presidente de tecnologia da XP Inc., que vem falar sobre como a XP vem utilizando a Inteligência Artificial para transformar ainda mais os negócios. De acordo com ele, “a IA vem se tornando parte do nosso cotidiano. Na XP, a gente não busca fazer tecnologia por tecnologia, a gente busca resolver o problema do cliente, usando a IA como uma ferramenta para explorar todo esse potencial.” A presidente da Microsoft Brasil, Tânia Cosentino, também está confirmada dentre os executivos convidados. Ela vai trazer uma visão sobre o líder como agente de transformação para acelerar os negócios. Com mais de 40 anos de experiência profissional e sendo líder de uma das maiores multinacionais de tecnologia, Cosentino vem para falar mais sobre o cenário da IA, a preparação dos líderes da Microsoft para utilização dessa tecnologia e como a IA está transformando o mercado. Segundo Tânia, “a nossa capacidade analítica é o principal diferencial entre humanos e máquinas. Se você não quer ser substituído pela Inteligência Artificial, é fundamental desenvolver e aprimorar essa habilidade”, reforçando a importância de termos líderes cada vez mais preparados para enfrentar essa nova era digital. O terceiro conteúdo da imersão terá a participação de Ana Paula Plihal, diretora de talentos no LinkedIn Brasil, que vem acompanhando de perto o impacto da tecnologia, especialmente da Inteligência Artificial, no mercado de trabalho e na gestão de pessoas. Ana vai explicar como a IA está transformando rapidamente diversas áreas, desde recrutamento e seleção até a otimização de tarefas repetitivas e análise de dados para decisões estratégicas, entre outros temas. Por fim, a trilha de conteúdos será encerrada com Marco Seraphim, founder da Boty, e Rafael Coronel, founder da Hootzpá. Ambos são também professores da Faculdade XP e carregam a mentalidade de inovação, expansão e crescimento através da Inteligência Artificial. O tema abordado pelos empreendedores e executivos será “como a Inteligência Artificial vai alavancar de vez a produtividade das lideranças”, trazendo uma visão prática dessa tecnologia. Através de cases de aplicações reais, eles serão fundamentais para criar uma base técnica mesmo para profissionais que não sejam da área de tecnologia. A Inteligência Artificial como tecnologia para a gestão executiva Conhecer as tecnologias atuais, especialmente a Inteligência Artificial como uma solução de eficiência e produtividade para o negócio, é crucial para que líderes possam se comunicar de forma eficaz com suas equipes de tecnologia e sejam capazes de colaborar com as decisões estratégicas das empresas em que atuam. Para transformar a IA de um desafio em uma aliada, é essencial adotar um mindset de aprendizado contínuo. É por isso que toda liderança, sejam gestores, coordenadores, executivos, empreendedores e CEOs, precisam saber como utilizá-la. A IA não apenas aprimora as habilidades técnicas, ela ainda apoia com o know-how e demais ferramentas de gatilho para criatividade, pensamento crítico e resolução de problemas. Com DNA herdado da XP, a Faculdade XP se destaca como uma das instituições de ensino mais inovadoras. Seu objetivo é impulsionar as carreiras dos alunos, garantindo destaque e reconhecimento no mercado e, agora, com essa semana de conteúdos gratuitos, vai formar novos “portadores da inovação”, com olhos e habilidades exigidas nessa nova era da IA. Fonte: InfoMoney
Como Fazer Uma Sucessão Patrimonial e Empresarial de Sucesso

Especialistas consultados pela Forbes Brasil apontam que quanto antes o processo começar, maiores as chances de sucessão e redução de atritos Com US$ 20,5 bilhões (R$ 112,7 bilhões), Rupert Murdoch, de 93 anos, e sua família estão entre os 100 mais ricos do mundo, segundo o ranking em tempo real da Forbes. Os holofotes, no entanto, não estão sobre a riqueza construída pelo patriarca, e sim na briga judicial para decidir quem será o novo comandante do império de mídia erguido ao longo dos últimos 70 anos. Murdoch escolheu seu sucessor, mas a família não concordou com a perda de influência e decidiu lutar na Justiça. Pode até parecer trama de novela ou um déjà vu da série Succession, vencedora do Emmy, mas trata-se de um problema que, em maior ou menor escala, atinge empresas em todo o mundo. Como a vida humana não é perpétua, uma hora ou outra é preciso passar o bastão — seja a cadeira de comando ou os próprios bens — adiante. Evitar um drama no nível dos Murdoch não é simples, mas é possível. Basta ter planos bem executados de sucessão empresarial e/ou patrimonial. Para Sharon Halpern, sócia e private banker da Blackbird Investimentos, e Gilson Faust, diretor-geral da GoNext Governança e Sucessão, parte do problema é que muitos sentimentos humanos entram em jogo ao se antecipar a uma potencial finitude — seja da vida ou do poder enquanto chefe de uma empresa. Além de preservar a paz entre os membros da família, Faust aponta que uma transferência de poder bem planejada traz maior estabilidade aos negócios, garantindo a perpetuidade das empresas. “Quando você preserva a empresa familiar, você auxilia a preservar a família. Quando uma companhia dessas enfrenta problemas de sucessão, os conflitos familiares surgem imediatamente. E esse é um fato que pode ocorrer várias vezes ao longo da história”, observa Faust, da GoNext. Ele garante que o novo líder da companhia esteja sempre alinhado com a cultura organizacional, planos de expansão e desenvolvimento, e que tenha todas as capacidades técnicas para continuar guiando a empresa rumo aos seus objetivos. No caso da sucessão patrimonial, diversos fatores entram em jogo — como benefícios fiscais e monetários. Manual de boas práticasOs dois especialistas consultados pela Forbes Brasil afirmam que quanto antes o processo começar, melhor. Para uma boa sucessão patrimonial e empresarial, a chave é o planejamento. A organização antecipada permite escolher as melhores estruturas para transferir os bens. Isso pode evitar disputas familiares, reduzir a carga tributária e agilizar os processos legais. Como todas as etapas possuem custos, quanto mais cedo começar o planejamento, mais barato será. “Planejar quando se é jovem permite maior flexibilidade financeira e o desenvolvimento de soluções personalizadas para o futuro”, diz a executiva da Blackbird. Sucessão empresarialTanto na sucessão patrimonial quanto na empresarial, o planejamento antecipado e personalizado é essencial. No caso das empresas, identificar e treinar sucessores é fundamental para garantir a continuidade dos negócios. Outro ponto é estruturar uma boa governança corporativa, que ajuda a manter a transparência e o controle após a transição. Isso garante que os processos futuros ocorram com menos ruídos, contando já com precedentes estabelecidos. Gilson Faust, da GoNext, ressalta que é preciso considerar todo o planejamento estratégico da empresa para tomar a decisão correta. Isso significa que um processo de sucessão começa com a identificação dos objetivos, principais desafios e oportunidades, uma vez que é comum que os interesses individuais se sobreponham aos da empresa. “Quando isso acontece, começam os problemas. A liderança precisa ser planejada para que os futuros ocupantes dos cargos tenham a capacidade técnica e emocional para conduzir a empresa”, afirma. Dessa forma, para as empresas, essa fase exige atenção tanto ao sucessor quanto ao sucedido. Ele aponta que a maior parte dos erros ocorre quando uma transição é feita de forma tardia. Ou seja, quando há a morte ou incapacidade de um executivo em exercer o cargo de comando. “O planejamento demanda tempo e, para ser eficaz, deve ser gradual. Implementá-lo de forma abrupta é uma decisão equivocada”, explica. A depender da complexidade das mudanças na governança corporativa, o processo de sucessão pode levar anos para ser concluído. Outros erros comuns incluem a falta de diálogo aberto entre os sucessores, a negligência na identificação de talentos internos para assumir o controle e a resistência às mudanças. O consultor também enfatiza que é preciso acomodar os interesses de todos os envolvidos e é importante acompanhar a pessoa substituída dentro da empresa, seja por mentorias ou realocação em cargos de alta senioridade, sem interferir — ou prejudicar — diretamente a nova gestão. O objetivo é respeitar o legado anterior. Sucessão patrimonialPara a sócia da Blackbird, o ponto de partida é a contratação de uma equipe que possa ajudar a escolher as melhores opções disponíveis. Segundo ela, o “time” mínimo deve incluir advogados especializados em direito tributário e de família, planejadores financeiros e especialistas em sucessão. No caso da sucessão patrimonial, o tamanho da fortuna e a composição do patrimônio são essenciais para definir como a repartição dos bens será feita. A escolha deve considerar aspectos como o tipo de ativo, a localização do patrimônio (Brasil ou exterior) e o perfil dos herdeiros. “O que vai definir quais ferramentas serão utilizadas são os bens que a pessoa possui. Por exemplo, se uma pessoa tem muita liquidez, será de uma forma. Se possui muitos imóveis, será de outra forma”, diz Halpern. No caso de muitos bens imóveis e empresas, o mais comum é a criação de holdings puras ou imobiliárias para consolidar os investimentos. Os herdeiros recebem ações da nova empresa, recebendo sua parcela do lucro. Isso evita tensões sobre preferências pessoais de cada um dos beneficiados. Trusts também podem ser utilizados — um instrumento jurídico que permite que exista um administrador dos bens, que beneficiarão os herdeiros. Fundos offshore, com investimentos fora do Brasil, são outra prática comum para sucessão patrimonial futura. Atenção deve ser dada às mudanças nas regras feitas no ano passado. Agora, esses ativos são tributados
Por Que a Nike Escolheu um Ex-Estagiário Como Seu Novo CEO?

Empresa buscou líder com profundo conhecimento do negócio para corrigir problemas recentes; Elliott Hill trabalhou 30 anos na Nike A mudança de CEO da Nike, anunciada na última sexta-feira (20), não pegou todos de surpresa. Muitos acreditavam que John Donahoe, CEO desde 2020, não tinha as habilidades necessárias para liderar uma empresa focada em design como a Nike. O ex-executivo da empresa Elliot Hill, que começou como estagiário e trabalhou quase 30 anos na companhia, assume a liderança. Donahoe, ex-CEO do eBay, tinha uma forte atuação em comércio eletrônico e cadeia de suprimentos, mas não era visto como um inovador e um marqueteiro, qualidades essenciais em uma empresa que combina desempenho e estilo. O executivo liderou um movimento de fortalecimento do e-commerce Nike, visando aumentar as margens vendendo diretamente ao consumidor e reduzir a dependência de varejistas. No entanto, essa abordagem criou oportunidades para marcas menores ganharem espaço no mercado. Segundo David Swartz, analista da Morningstar, a família Knight, que detém o controle da Nike, e o conselho de administração procuravam um líder com profundo conhecimento da companhia para corrigir os problemas recentes. O principal deles é a tentativa de Donahoe de concentrar as vendas diretamente ao consumidor, uma estratégia que não rendeu os frutos esperados. Em um vídeo enviado por e-mail para os funcionários na última semana, Hill vestia uma camiseta preta da Nike e afirmou que, ao longo das mais de três décadas em que trabalhou na empresa, “aprendeu a sempre colocar o consumidor no centro de toda decisão” e pediu que todos se unissem como uma equipe. O foco da empresa define seu líderToda organização projeta, produz, vende, entrega e presta serviços. As mais bem-sucedidas, ao longo do tempo, focam em alguma dessas áreas e alinham seus valores, organização, operações e também o CEO nessa direção. A depender do direcionamento da companhia, ela precisa de tipos diferentes de CEOs. São eles que definem a direção e cultura da companhia. É importante que respirem a missão, visão e estratégia, já que ajudam a construir e manter a imagem da empresa. Seu caráter pessoal deve simbolizar o caráter coletivo da organização. Tudo o que eles dizem, fazem, não dizem e não fazem comunica e influencia toda a companhia. O que os CEOs precisam terDe modo geral, os pontos fortes dos CEOs são compostos por uma combinação de talento inato, conhecimento aprendido, habilidades praticadas, experiência adquirida e atenção minuciosa e sensibilidades absorvidas de aprendizados com chefes ao longo do tempo. Diferentes organizações têm focos distintos e exigem CEOs com pontos fortes diversos, a depender desse foco central. Você não precisa de alguém do mesmo setor, e sim de um profissional com as fortalezas certas. E, se você é um CEO em ascensão, certifique-se de que suas forças estão alinhadas com o foco central da sua nova organização antes de aceitar o cargo. Leia mais em: https://forbes.com.br/carreira/2024/09/por-que-a-nike-escolheu-um-ex-estagiario-como-seu-novo-ceo/
‘Boletim Focus’: mercado eleva estimativa de inflação para 2024 e 2025, e vê PIB crescendo perto de 3% neste ano

Números foram divulgados pelo BC. Após divulgação do PIB do 2º trimestre, expectativa dos economistas dos bancos para o crescimento da economia neste ano subiu para 2,96%. Os economistas do mercado financeiro elevaram a estimativa de inflação para 2024 e 2025, e também passaram a projetar uma expansão da economia próxima de 3% neste ano. As expectativas, fruto de pesquisa com mais de 100 instituições financeiras na última semana, constam do relatório “Focus” divulgado nesta segunda-feira (16) pelo Banco Central (BC). Pra este ano, a expectativa de inflação do mercado financeiro avançou pela nona semana seguida, passando de 4,30% para 4,35%. Para 2025, a estimativa de inflação subiu de 3,92% para 3,95% na última semana. E, para 2026, a expectativa avançou de 3,60% para 3,61%. Produto Interno Bruto Para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2024, a projeção do mercado subiu de 2,68% para 2,96%. A projeção subiu após a divulgação do PIB do segundo trimestre, que registrou expansão de 1,4%, contra os três meses anteriores, e surpreendeu positivamente o mercado financeiro. Taxa de juros Os economistas do mercado financeiro continuaram prevendo aumento da taxa básica de juros da economia brasileira nesta semana. Outras estimativas Veja abaixo outras estimativas do mercado financeiro, segundo o BC: Fonte: G1 Economia