Segundo estudo do Instituto Foodservice Brasil (IFB), o setor de delivery teve crescimento de 7,5% em 2023. Os números positivos colocam o segmento como cada vez mais presente, firmando franca ascensão iniciada durante a pandemia.

E ste crescimento pode ser explicado pelo fato da crise da Covid-19 ter colocado o delivery de comida como uma necessidade, com 39% dos restaurantes implementando o modelo durante o período 一 com um estudo da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) apontando que 78% dos estabelecimentos adotando o modelo.

Para completar os dados promissores do setor, uma pesquisa da consultoria Euromonitor vê o segmento com potencial de aumentar sua representatividade. Deliveries devem abocanhar 35% do mercado de marmitas e 30% da venda de kits de cozinha. Além disso, refeições presenciais restaurantes devem perder 25% de seu mercado para as entregas a domicílio.

Visando 2024, as principais tendências para o setor de delivery são:

1. Franquias de delivery

Investir em franquias do setor de alimentação não é algo apenas destinado a estabelecimentos onde os clientes podem consumir as refeições no local. Com o crescimento das entregas a domicílio, contratar uma franquia de delivery é uma solução cada vez mais em alta.

Desta forma, empreendedores podem se beneficiar de usar uma marca estabelecida 一 contando com o suporte e expertise do franqueador, facilitando o crescimento do negócio como um todo.

Ao se tornar franqueado com foco apenas no delivery, também é possível reduzir os custos operacionais 一 não precisando contar com profissionais para atender clientes no salão, investindo em espaços menores para operar.

2. Pagamentos contactless

Traduzido do inglês, os pagamentos contactless são feitos sem contato. Ou seja, em vez de inserir um cartão de crédito na máquina, ele é encostado no aparelho 一 com o dispositivo móvel do cliente também servindo, graças a aplicativos específicos.

Segundo um estudo da auditoria PwC e a Strategy, o cartão de crédito deve se fortalecer como principal forma de pagamento no comércio. Por isso, se adaptar a esta tecnologia é central para oferecer maior comodidade e segurança aos clientes do delivery.

3. Comidas plant-based

Segundo estudo da Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB), já são mais de 7 milhões de veganos no Brasil. Por isso, a venda de comidas plant-based vem crescendo cada vez mais visando atender um segmento em alta 一 ou seja, dietas baseadas em alimentos de origem vegetal, excluindo os vindos de animais.

Mas se engana quem acredita que este tipo de comida é consumida apenas veganos e vegetarianos: cada vez mais pessoas optam por ela para priorizar ingredientes frescos e com pouca intervenção industrial e, consequentemente, mais saudáveis 一 mesmo que não consumindo apenas este tipo de alimento.

Em muitos casos, as comidas plant-based imitam com maestria as industrializadas. Sejam hambúrgueres vegetais e até bifes, os clientes possuem cada vez mais opções de consumir refeições que se assemelham às com carne e se manterem veganos.

4. Dark Kitchens

O conceito de estabelecimentos que atendam apenas para delivery é antigo, embora tenha se difundido com maior intensidade durante a pandemia. As dark kitchens são cozinhas para delivery e um modelo em ascensão, onde o empreendedor cria uma cozinha que atenderá apenas para as entregas.

Com perspectiva de atingir faturamento global de US$1 trilhão até 2030, as Dark Kitchens são uma solução cada vez mais visada no mercado. Não à toa, um estudo da Associação Brasileira de Franchising (ABF) aponta que 57,4% das franquias de alimentação já o usam.

Já a consultoria Bain & Company aponta que o modelo rende uma margem de lucro bruta de 30%. O valor é o dobro dos restaurantes tradicionais, onde ele é de 15%. Isso se deve ao fato de poder reduzir custos, aumentar a área de entrega e facilitar as vendas.

5. Uso de drones no delivery

Se engana quem acha que apenas os entregadores humanos podem ser usados para fazer entregas. Começando a ser testada em diversos países, o uso de drones é uma maneira de facilitar ainda mais a operação dos estabelecimentos.

Ainda não se pode usar apenas os veículos não tripulados, com eles levando as refeições em pontos de entrega e um humano as retirando para concluir o trajeto. Além disso, deve-se ter uma licença com a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), usar um equipamento do tipo DLV-1 Neo e contar com um operador profissional.

Apesar de ainda ser uma solução cara, já que exige investimentos de pelo menos US$1 mil, estabelecimentos de maior porte já podem olhar com carinho para os entregadores de drones.

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