Ministério da Agricultura reduziu a estimativa para 7,3 milhões de toneladas, após seca que se estendeu até setembro; beterraba e girassol também atingem mínimas históricas

O Ministério da Agricultura da França revisou para baixo a estimativa da safra de milho em grão de 2026: 7,3 milhões de toneladas, contra 8,1 milhões previstos no mês anterior. É a menor produção já registrada pelo órgão, cuja série histórica começa em 1980.

Segundo o relatório mensal do ministério, o rendimento foi afetado de forma significativa pelas condições climáticas do verão, sobretudo pela seca que se prolongou até setembro, período que coincide com a fase de enchimento do grão.

O milho não é o único caso. A previsão para a beterraba sacarina, matéria-prima do açúcar produzido na Europa, foi cortada para 25,3 milhões de toneladas, queda de 30% em relação a 2025 e também o menor volume da série. No girassol, os rendimentos estimados são os mais baixos em pelo menos 45 anos. Ao todo, são três culturas com mínimas históricas no mesmo ano e no mesmo país.

O trigo mole, principal cereal francês, escapou do piso histórico, mas também recuou. A estimativa caiu de 31,7 milhões para 31,5 milhões de toneladas, 6% abaixo do volume de 2025. A exceção no relatório foi a colza, mantida em 4,7 milhões de toneladas, com alta de 2%.

Como a França é um dos maiores produtores agrícolas da Europa, a oferta menor de açúcar, milho e trigo pressiona o abastecimento no continente. O efeito potencial se estende aos preços internacionais e à demanda por produto de outros fornecedores, cenário que pode abrir espaço para exportadores de fora da Europa, como o Brasil.

Os números são estimativas oficiais do ministério e podem ser revistos nos próximos boletins mensais.

Fonte: Ministério da Agricultura da França; Forbes Agro; Notícias Agrícolas.